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HPV - OUTUBRO

Paciente procura posto para curativo e acaba com tendão do calcanhar rompido

Vítima está desempregada e se locomove apenas através de cadeira de rodas há dois meses

11 AGO 2018
Luis Abraham
07h00min
Foto: Wesley Ortiz

Rosana Bogarim, 45 anos, atualmente desempregada, vive um drama há dois meses devido ao caos da saúde pública. Por causa de um erro médico, um procedimento simples de curativo se tornou em um problema na vida da trabalhadora.

Ela conta que, após sofrer um acidente doméstico em maio, quando um pedaço de vidro cortou seu calcanhar, procurou atendimento médico perto de casa, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Nova Bahia. No local, a médica de plantão costurou o ferimento do pé da paciente sem se atentar se havia tecidos dilacerados mais ao fundo. Por causa deste erro, começou a jornada de Rosana pela saúde pública em Campo Grande.

Não demorou muito para os sintomas aparecerem. Como febre e uma dor que aumentava consideravelmente ao pisar no chão, ela teve que voltar a procurar atendimento e foi encaminhada para o CEM (Centro de Especialidades Médicas) da Capital,  já que o caso não era mais uma urgência para ter de voltar à UPA.

No CEM, ela realizou exames que constataram que o ferimento, embora tivesse sido fechado, deixou o Tendão de Aquiles - localizado no calcanhar - rompido, desencadeando todos os problemas de locomoção que a acometeram e fazendo que ela se movimente apenas através de cadeira de rodas.

Rosana está sem poder trabalhar e aguarda atendimento médico para seguir a vida normalmente. Diante de tanto descaso, ela se sente desamparada e sem esperança, cogitando até mesmo acionar a Defensoria Pública para buscar um pouco de justiça e dignidade.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Sesau alegou que é necessário que a paciente acione os órgãos competentes e formalize a denúncia. Feito isso, será aberto um processo disciplinar interno para avaliar a conduta da profissional e, sendo constatada qualquer irregularidade, tomar as medidas cabíveis. Paralelamente, a denúncia deve ser encaminhada ainda ao Conselho Regional de Medicina.

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