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PMCG Janeiro

Quase 7% da população da Capital é diabética, segundo pesquisa

Preocupação

11 NOV 2013
Schimene Weber
10h28min
Fotografia: Geovanni Gomes

Na semana que marca o Dia Mundial do Diabetes (14), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em parceria com a Fundação Municipal de Esportes (Funesp), realizou uma série de atividades preventivas para a doença que, na Capital, atinge quase 7% da população.

Na Praça Esportiva Belmar Fidalgo, ponto de concentração das Ações, estavam sendo oferecidos serviços de orientação sobre a adoção de hábitos alimentares saudáveis e cuidados com a doença, além de instruções físicas para quem deseja manter um ritmo de vida mais saudável.

A técnica de enfermagem Talita Coelho, de 28 anos, comentou que a procura pelo atendimento médico em geral está sendo alta, tendo em vista que muitas pessoas, principalmente pela manhã, praticam exercícios físicos no Parque. "A maior parte das pessoas que procuraram o nosso atendimento são aqueles que correm pela pista nesse horário. Geralmente elas tem hábitos mais saudáveis e se preocupam mais com a saúde, o que é uma deficiência não só do estado, mas do País inteiro", criticou.

Uma das pessoas que esteve presente na Ação foi a servidora pública Liliane Valverde, que considera de extrema importância a conscientização da população campo-grandense. "Muitas pessoas nem sabem se estão doentes, se estão com pré-diabetes... É interessante o projeto, funciona como um alerta pra quem ainda não tem o diagnóstico", disse.

De acordo com dados fornecidos pela Federação Internacional de Diabetes, mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo têm a doença. Cerca de 7,4% da população nacional têm diabetes a partir dos 18 anos e, em Campo Grande, este número chega a 6,5%, sendo que 5% da doença atinge os homens e 7,9% atinge o público feminino, valores extremamente preocupantes para a Capital que também é considerada a nº1 em quantidade de pessoas com excesso de peso. 

Procure saber - Para quem não sabe, a equipe de reportagem do TopMídia explica como funciona o distúrbio: os alimentos sofrem digestão no intestino e se transformam em açúcar, chamada "glicose", que é absorvida pelo sangue. Por sua vez, quando absorvida, ela é utilizada pelos tecidos do organismo como energia. A utilização da glicose depende da presença de insulina, uma substância produzida nas células do pâncreas. Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo pela insuficiência da insulina, sua taxa se eleva no sangue causando a hiperglicemia, ou seja, o diabetes.

Existem duas formas de diabetes: tipo 1 e 2. Na primeira, as células beta-pancreáticas, produtoras de insulina, são destruídas. O resultado é completa carência do hormônio. No tipo 2, o organismo desenvolve resistência à insulina, ou o pâncreas não consegue produzi-la em quantidade suficiente. 

O diabetes tipo 1 acomete principalmente crianças e jovens. O tipo 2 atinge pessoas adultas, especialmente acima de 40 anos. Em ambos os casos, indivíduos com excesso de peso compõem o grupo de maior risco. Hábitos insalubres, tais como falta de exercícios físicos e alimentação em excesso, criam condição favorável à doença. Além disso, microorganismos podem atacar o pâncreas e comprometer seu desempenho. 

Ele pode causar infarto do miocárdio, derrame cerebral, coma, cegueira, enfermidades renais, úlceras nas pernas, má circulação do sangue etc. Há casos em que os membros inferiores precisam ser amputados, porque a circulação do sangue é deficiente. O diabetes é uma doença incurável. 

Sendo assim, o que é indicado ao paciente é a procura pelo tratamento, mas para que ele tenha sucesso é necessário que o paciente meça a glicemia, tome medicamentos, exercite-se regularmente e ajuste os hábitos alimentares, auxiliando o processo de controle.

Fotografia: Geovanni Gomes
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