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Santa Casa inicia projeto para transfusão de medula

No início os transplantes devem ser autólogos (com medula do próprio paciente), com previsão de evolução para as demais modalidades

13 JUL 2018
Santa Casa
13h18min
Foto: Santa Casa

A Santa Casa de Campo Grande iniciou um projeto inovador no hospital visando a implantação do serviço de transfusão de medula. O formato do procedimento e tratamento foi apresentado à diretoria do hospital pelo médico Dr. Marcelo S. Souza, especialista em transplante medular, hematologia clínica e oncologia pediátrica.

Estavam presentes na apresentação o presidente da Instituição, Dr. Esacheu Nascimento, os membros da diretoria executiva Arly Serra, Marcos Alceu Villalba, e Alcides dos Santos, além do diretor técnico substituto, Dr. Rafael Teixeira e da enfermeira coordenadora da Organização de Procura de Órgãos, Ana Paula das Neves.

No início os transplantes devem ser autólogos (com medula do próprio paciente), com previsão de evolução para as demais modalidades que são os singênicos (de irmãos gêmeos) e os alogênicos (de aparentados e não parentes). Segundo explicações do especialista, o fato de iniciar com os transplantes autólogos facilita o ingresso do hospital na especialidade. “Os transplantes autólogos necessitam de condições menos complexas de instalações físicas e tecnológicas e abre a porta para que se evolua às demais modalidades em curto espaço de tempo”, explicou.

Além de tirar todas as dúvidas dos presentes sobre os procedimentos, o médico relatou a gama de doenças que podem ser tratadas com resolutividade pela transfusão de medula. Entre estas estão as leucemias agudas e crônicas, síndrome mielodisplásica, transtornos da CTH, transtornos mieloproliferativos como linfoma não Hodgkin, transtornos linfoproliferativos, anormalidades congênitas dos eritrócitos, entre muitas outras.

Para o presidente da ABCG-Santa Casa, Dr. Esacheu Nascimento, a implantação do serviço, além de plenamente viável para a instituição, vem em favor das necessidades de centenas de sul-mato-grossenses que hoje precisam buscar o tratamento em outros estados da federação. “Quem depende de uma transfusão de medula em Mato Grosso do Sul, atualmente, é forçado a se deslocar para locais como o interior do Estado de São Paulo em busca do tratamento, abriremos uma porta importante para estes pacientes”, disse.

Após a reunião o presidente solicitou aos técnicos da instituição que iniciem imediatamente um processo de avaliação das necessidades do hospital para os procedimentos e a produção da documentação necessária para a busca das condições adequadas e da habilitação do serviço junto ao Sistema Único de Saúde para que o serviço seja implantado o quanto antes na Santa Casa.

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