zé ramalho
RACIONAIS
(67) 99826-0686

Uso de suplementos não é solução de saúde, alerta educadora física

Consumo indevido do produto e falta de aliá-lo a práticas saudáveis pode acarretar em doenças

18 JUN 2017
Amanda Amaral
15h15min
Foto: Wesley Ortiz

Em busca pelo emagrecimento, ganho de massa muscular ou mesmo as duas coisas aliadas, muitos encontraram nos suplementos alimentares um forte aliado para alcançar seus objetivos. Contudo, sem o devido cuidado, o que deveria auxiliar quem o consome pode acabar se tornando uma dor de cabeça.

Em busca de entender melhor sobre o assunto e dar dicas aos leitores sobre o que pode de fato melhorar a qualidade da saúde de uma pessoa, o TopMídiaNews conversou com a educadora e avaliadora física Mara Lucia Tesser, que é proprietária de uma das mais tradicionais academias de Campo Grande, a Praktika. Ela ressalta que a popularização do suplemento já ajudou muitos, mas também cresce a quantidade de desinformação sobre o assunto e ‘prescrições’ feitas por profissionais mal qualificados.

“A avaliação física de cada um é fundamental para anteceder o consumo de qualquer tipo de suplementação nutricional. Aliada à prática de exercício, algum esporte, e a alimentação, são de muita importância, não fazem mal, mas qualquer coisa sem controle claramente não é positiva”, diz.

A profissional comenta que aliar a prática regular de exercícios físicos e uma boa alimentação garantem, aos poucos, que os objetivos de saúde e estéticos sejam alcançados, mas que não há 'fórmula mágica'. "O grande desafio do educador físico é pegar aquele pontinho de vontade da pessoa e tornar o exercício um prazer da rotina. É preciso pesquisar, ver como você vai se sentir e entender que muitas vezes é preciso o mínimo de investimento, que será revertido no futuro, já que esse valor não será gasto com medicamentos, por exemplo", completa.

Sua ideia inicial ao começar seu trabalho como educadora física e dona de academia era, conta, justamente colocar essa ideia na cabeça das pessoas. No local, são oferecidas atividades para todas as idades, ritmos e objetivos. "É importante que haja uma supervisão, a gente estar ali para ajudar a esclarecer como o corpo responde aos estímulos, porque cada pessoa é diferente. A saúde em primeiro lugar", explica. 

Veja também