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Análise: Palmeiras cai em armadilha, mas alterações renovam esperança

Luan buscando bola no meio-campo e avanços de Ramiro pela ponta direita deixaram time perdido

29 SET 2016
Globo Esporte
07h33min
Foto: Foto: Globo

Em boa parte do primeiro tempo da derrota por 2 a 1, pelas quartas de final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, o Palmeiras fez um confronto até equilibrado contra o Grêmio, em Porto Alegre. Mas, mesmo envolvente no ataque – graças a boas tabelas pelas pontas –, o time treinado por Cuca penava com desacertos de seu sistema defensivo.

A dificuldade da zaga formada por Vitor Hugo e Yerry Mina era não ter uma referência clara para vigiar. O gremista mais avançado muitas vezes era o camisa 10 Douglas, enquanto o atacante Luan buscava a bola quase sempre no círculo central, deixando a marcação perdida.

Nesse cenário, o palmeirense Gabriel, único volante de contenção, tentava se multiplicar para conter as investidas também de Pedro Rocha pela esquerda e de Ramiro (uma novidade na formação do novo técnico gremista, Renato Gaúcho) pela direita.

– O Zé (Roberto) já tinha falado comigo que o Renato (Gaúcho) jogaria com o Ramiro, porque jogava com o Ramiro ali quando ele o treinava. Ele foi um bom auxiliar (risos) – brincou Cuca, depois do jogo, quando questionado se havia sido surpreendido pela escalação rival.

Surpresa ou não, fato é que o próprio Zé Roberto deu espaço demais para Ramiro acertar um chute perfeito após jogada iniciada no meio de campo por Luan e que teve ainda um toque de Douglas. Ao abrir o placar aos 32 minutos, o Grêmio cresceu e fez o Palmeiras se perder em campo. Jogadores importantes, como Moisés, passaram a errar muito.

Pouco antes do intervalo, quando provavelmente a comissão tentaria ajeitar a equipe, uma desatenção – coletiva, mas principalmente de Gabriel Jesus, que, ao contrário de Pedro Rocha, não acreditou no rebote – em cobrança de falta resultou no segundo gol gaúcho.

Cuca então sacou seu único volante de contenção – deixando a marcação um pouco mais a cargo de Moisés – para colocar Leandro Pereira, que assumiu a função de pivô e deu mais liberdade para Gabriel Jesus buscar a área em diagonal, saindo da ponta esquerda. Numa tabela entre os dois atacantes, o árbitro marcou pênalti. Zé Roberto converteu a cobrança e diminuiu a diferença no placar ainda aos cinco minutos da etapa final.

O confronto voltou a ficar equilibrado, e o Palmeiras ainda lutou pelo empate com mais duas substituições no final: Lucas Barrios (no lugar de Róger Guedes) e Rafael Marques (no lugar de Dudu), que renovaram o gás e o poder ofensivo. O time não conseguiu o empate, mas deixou o campo esperançoso. Até porque, no duelo de volta, em São Paulo, marcado para 19 de outubro, precisará de uma vitória por 1 a 0 para avançar à semifinal.

 

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