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Após escândalo, Coe planeja reforma e não descarta a Rússia no Mundial

Para combater corrupção e doping, presidente da IAAF busca aprovação de pacote de mudanças na estrutura da entidade máxima do atletismo

16 OUT 2016
Globo Esporte
17h22min
Foto: Reuters

Lord Sebastian Coe tem uma difícil missão: resgatar a confiança do atletismo depois do escândalo de doping da Rússia, acobertado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Há pouco mais de um ano na presidência da entidade, o britânico de 60 anos comanda uma reforma na gestão da modalidade com o pacote de propostas “Tempo de Mudança” (Time for Change), que tem como principal ponto a criação de uma unidade independente de integridade. Um novo cenário ao qual a Rússia precisará se adaptar para ter sua suspensão cancelada. Bicampeão olímpico, Coe não descarta o retorno dos russos no Mundial de Londres, em 2017, depois da ausência na Olimpíada do Rio de Janeiro.

- Não sei a resposta se acredito que a Rússia estará no Mundial, mas espero que esse seja o caso. Se for o caso é porque tivemos progresso. A Rússia deixou claro que sua ambição é voltar à família (do atletismo), voltar à família com segurança e ciente de que todos os atletas estão limpos, com confiança de que os atletas russos estão sob o mesmo sistema antidoping - disse Coe, em entrevista ao GloboEsporte.com.

A IAAF não estipulou uma data para reavaliar a suspensão da Rússia. O país precisa cumprir uma série de exigências da Agência Mundial Antidoping (Wada), mas falhou no combate ao doping, inclusive obstruindo a ação de agentes internacionais.

Para o atletismo russo retornar às competições internacionais e disputar o Mundial de Londres, entre 5 e 13 de agosto, a Federação Russa de Atletismo (Araf) terá de se enquadrar no cenário de reforma que Sebastian Coe espera iniciar em 2017. O pacote de propostas, que vinha sendo preparado desde fevereiro por um grupo independente de trabalho, busca aprovação do Congresso da IAAF na reunião especial de dezembro, em Mônaco.

- O ponto central da reforma é a criação de uma unidade de integridade, que vai olhar para nossos principais problemas de uma maneira diferente, mais independente da organização, mais independente de interesses nacionais, que causou problemas particularmente na Rússia (suspensa por causa do escândalo de doping institucionalizado no país). Essa unidade de integridade vai garantir que aceleramos o processo. Muitas pessoas da mídia não entendem o que foi feito no último ano. Precisamos fazer isso de uma maneira construtiva, então a unidade de integridade, que é um comitê independente de disciplina, o novo tribunal e a comissão supervisora são os elementos-chave - explicou Sebastian Coe, que vai perder poderes como presidente, ficando impossibilitado de tomar grandes decisões sozinho.

Com a reforma, o britânico espera combater a corrupção e o doping para resgatar a confiança de investidores e fãs no atletismo, abalada após o escândalo russo, com a conivência do ex-presidente da IAAF, o senegalês Lamine Diack - Coe era vice-presidente na época, mas não foi acusado de cumplicidade. As propostas se fundamentam sobre quatro pilares: buscar novos parceiros e fãs; igualar condições e processos entre países (especialmente o controle antidoping); promover a ética dos dirigentes; e empoderar atletas.

- Temos que dizer que passamos por um ano muito turbulento, muito difícil. Os problemas ainda existem, mas estamos mais fortes, mais resilientes. Tivemos excelentes Jogos Olímpicos no Rio, particularmente no atletismo. Reafirmamos nossa posição como esporte olímpico número 1. Mas aceitamos que precisamos mostrar aos nossos patrocinadores e parceiros que é possível ter um atletismo limpo. Reconhecemos que esses desafios precisam ser cumpridos. A reforma objetiva trazer a confiança de volta ao esporte, trazer a confiança de volta à IAAF como uma organização, trazer a confiança de volta para os atletas limpos - disse Lord Coe.

O presidente da IAAF está em turnê para apresentar o pacote de reforma governamental às federações nacionais e confederações continentais. Na última semana, Lord Coe esteve em Santiago, no Chile, para reunião com Roberto Gesta de Melo, presidente da Confederação Sul-Americana de Atletismo (Consuldatle) e ex-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

- Esse trabalho vem sendo realizado há muito meses. Eles estão reformulando os estatutos da IAAF em vários aspectos, mas baseado nesse sentido de governança, de as contas serem fiscalizadas com muito vigor, com um combate constante ao doping, aprimorando métodos e facilitando o trabalho da Wada. O atletismo está na liderança desse movimento. O Sebastian Coe está liderando isso de uma maneira extraordinária. Ele passou a carreira inteira defendendo o fair play e agora tem a oportunidade de liderar esse movimento internacional - disse Roberto.

Se a reforma for aprovada pelo Congresso da IAAF em dezembro, a unidade de integridade e o novo tribunal disciplinar devem começar a atuar em abril de 2017, assim como um novo código de ética. Por outro lado, as mudanças nos poderes do presidente e do Conselho da IAAF já mudam no dia 1º de janeiro.

 

Sebastian Coe tem uma difícil missão: resgatar a confiança do atletismo depois do escândalo de doping da Rússia, acobertado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Há pouco mais de um ano na presidência da entidade, o britânico de 60 anos comanda uma reforma na gestão da modalidade com o pacote de propostas “Tempo de Mudança” (Time for Change), que tem como principal ponto a criação de uma unidade independente de integridade. Um novo cenário ao qual a Rússia precisará se adaptar para ter sua suspensão cancelada. Bicampeão olímpico, Coe não descarta o retorno dos russos no Mundial de Londres, em 2017, depois da ausência na Olimpíada do Rio de Janeiro.

- Não sei a resposta se acredito que a Rússia estará no Mundial, mas espero que esse seja o caso. Se for o caso é porque tivemos progresso. A Rússia deixou claro que sua ambição é voltar à família (do atletismo), voltar à família com segurança e ciente de que todos os atletas estão limpos, com confiança de que os atletas russos estão sob o mesmo sistema antidoping - disse Coe, em entrevista ao GloboEsporte.com.

A IAAF não estipulou uma data para reavaliar a suspensão da Rússia. O país precisa cumprir uma série de exigências da Agência Mundial Antidoping (Wada), mas falhou no combate ao doping, inclusive obstruindo a ação de agentes internacionais.

Para o atletismo russo retornar às competições internacionais e disputar o Mundial de Londres, entre 5 e 13 de agosto, a Federação Russa de Atletismo (Araf) terá de se enquadrar no cenário de reforma que Sebastian Coe espera iniciar em 2017. O pacote de propostas, que vinha sendo preparado desde fevereiro por um grupo independente de trabalho, busca aprovação do Congresso da IAAF na reunião especial de dezembro, em Mônaco.

- O ponto central da reforma é a criação de uma unidade de integridade, que vai olhar para nossos principais problemas de uma maneira diferente, mais independente da organização, mais independente de interesses nacionais, que causou problemas particularmente na Rússia (suspensa por causa do escândalo de doping institucionalizado no país). Essa unidade de integridade vai garantir que aceleramos o processo. Muitas pessoas da mídia não entendem o que foi feito no último ano. Precisamos fazer isso de uma maneira construtiva, então a unidade de integridade, que é um comitê independente de disciplina, o novo tribunal e a comissão supervisora são os elementos-chave - explicou Sebastian Coe, que vai perder poderes como presidente, ficando impossibilitado de tomar grandes decisões sozinho.

Com a reforma, o britânico espera combater a corrupção e o doping para resgatar a confiança de investidores e fãs no atletismo, abalada após o escândalo russo, com a conivência do ex-presidente da IAAF, o senegalês Lamine Diack - Coe era vice-presidente na época, mas não foi acusado de cumplicidade. As propostas se fundamentam sobre quatro pilares: buscar novos parceiros e fãs; igualar condições e processos entre países (especialmente o controle antidoping); promover a ética dos dirigentes; e empoderar atletas.

- Temos que dizer que passamos por um ano muito turbulento, muito difícil. Os problemas ainda existem, mas estamos mais fortes, mais resilientes. Tivemos excelentes Jogos Olímpicos no Rio, particularmente no atletismo. Reafirmamos nossa posição como esporte olímpico número 1. Mas aceitamos que precisamos mostrar aos nossos patrocinadores e parceiros que é possível ter um atletismo limpo. Reconhecemos que esses desafios precisam ser cumpridos. A reforma objetiva trazer a confiança de volta ao esporte, trazer a confiança de volta à IAAF como uma organização, trazer a confiança de volta para os atletas limpos - disse Lord Coe.

 

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