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CBF produz medalha para comissão técnica; Micale guarda 'ouro' de papel

Sem autorização para fazer réplicas do prêmio da Rio 2016, entidade fabricará modelo comemorativo para entregar aos membros da delegação que não foram contemplados

14 OUT 2016
Globo Esporte
09h36min
Foto: Arquivo Pessoal

Após o hino do Brasil tocar no Maracanã, nem todos os campeões olímpicos de futebol levaram o ouro para casa: apenas os 18 jogadores receberam medalhas, já que a comissão técnica não tem direito ao prêmio pelas regras do Comitê Olímpico Internacional (COI). No dia seguinte, o treinador Rogério Micale ganhou uma medalha de cartolina de presente de uma criança e esta era a principal recordação do comandante. Mas a CBF prepara uma novidade para breve: sem autorização do Comitê Olímpico do Brasil (COB) para produzir réplicas, a entidade criou seu próprio modelo comemorativo do ouro e entregará para todos os membros da delegação que não foram contemplados depois da vitória sobre a Alemanha na Rio 2016.

A previsão da CBF é que a homenagem seja distribuída na primeira semana de novembro, englobando os membros da comissão técnica e funcionários que participaram da campanha olímpica. Além dos 18 jogadores convocados, outros quatro atletas também têm direito a receber o ouro oficial do COI: Jean, Gustavo Henrique, Valdívia e Felipe Vizeu, que estavam na lista de suplentes da seleção brasileira. Vizeu, inclusive, já buscou o objeto na sede da entidade.

Depois da Olimpíada, a CBF entrou em contato com o COB para solicitar medalhas para a comissão técnica ou conseguir a autorização para a produção de réplicas, que seriam entregues aos membros da delegação e também exibidas no museu da entidade, no Rio de Janeiro. Após a Paralimpíada, ouviu o "não" como resposta. Como solução, a CBF decidiu criar um modelo próprio para homenagear os campeões que deixaram o Maracanã de mãos vazias. 

Antes mesmo da decisão da CBF, Rogério Micale já tinha a sua medalha exclusiva. Horas depois da vitória sobre a Alemanha, uma criança foi ao hotel da seleção, no Rio, e entregou um presente: a medalha de ouro desenhada em uma cartolina. Emocionado, Micale pretende fazer um quadro com o papel para exibi-lo com orgulho em casa.

- O povo me pergunta na rua: "E aí, ganhou a medalha?". Todo mundo, crianças, idosos, a CBF está tentando, até porque ficou uma marca, uma história. Ganhei uma medalha de uma criança desenhada em uma cartolina, vou emoldurar lá em casa. Ficou muito bacana, queria até saber quem foi - disse o treinador, antes de saber da iniciativa da CBF.

Na medalha desenhada no papel, há uma pintura de lápis amarelo e os dizeres: "Para o primeiro técnico olímpico. #éouro". O técnico não sabe a origem do presente. Uma criança entregou a cartolina a um funcionário da CBF, no hotel, e lhe pediu que desse ao treinador. Até hoje, Micale não conheceu o fã mirim responsável por sua única medalha olímpica.

Enquanto não recebe a medalha feita pela CBF, Micale treina a seleção sub-20 que está em Talca, no Chile, disputando um torneio preparatório para o Sul-Americano da categoria, que será em janeiro. O Brasil, que derrotou o Equador por 3 a 0 nesta quarta-feira, volta a campo nesta sexta-feira contra o Uruguai pela segunda rodada, e encerra sua participação contra o Chile, no domingo.

 

 

 

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