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Corinthians, organizado, se supera. Falta qualidade para sonhar

Timão mostra bom padrão tático para vencer o Cruzeiro por 2 a 1, em Itaquera, mas ausência de mais opções no elenco impede placar tranquilo para o duelo no Mineirão

29 SET 2016
Globo Esporte
09h23min
Foto: Marcos Ribolli

O Corinthians está longe de ser brilhante. Talvez, demore muitos meses para voltar a ter um time que encante a torcida depois de tantas mudanças no elenco. A vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em Itaquera, pelas quartas de final da Copa do Brasil, mostrou um Timão organizado taticamente e bastante consciente do que é preciso fazer em campo. Sem reforços de peso para suprir as inúmeras saídas de jogadores desde o início da temporada, esse é o limite.

Fábio Carille tem como ponto de partida de seu trabalho no clube a repetição da escalação. É com ela que o técnico interino pretende dar uma cara à tão modificada equipe. E ele vem conseguindo. Em apenas três jogos, com pouco tempo para treinar, o Timão possui um desempenho muito mais nítido do que nos três meses em que ficou nas mãos de Cristóvão Borges.

Sem força no ataque, Carille transformou Rodriguinho na principal peça corintiana (veja na imagem abaixo). Após chegar a jogar como segundo volante na função que pertencia a Elias, o meio-campista agora virou um armador de aproximação na área adversária. Foi assim que marcou dois gols sobre o Fluminense, na fase passada. Foi assim que chutou por cima as duas melhores oportunidades no primeiro tempo.

O Corinthians voltou diferente para o segundo tempo. Trocou o toque de bola por um futebol mais agressivo, com boa movimentação e, principalmente, chutes de longa distância. O Cruzeiro, até então bem posicionado, se surpreendeu com o ímpeto ofensivo do adversário e custou a encaixar a marcação novamente. Até acordar, Léo, contra, e Romero já haviam feito 2 a 0 para os paulistas.

As carências do elenco ficaram nítidas logo em seguida. Enquanto Mano Menezes lançou o Cruzeiro ao ataque com as entradas de Ábila, Arrascaeta e Alisson, Fábio Carille sentiu a dificuldade de ter poucos jogadores de qualidade à disposição no grupo. Antes mesmo de mexer, Balbuena cometeu um erro grosseiro ao não conseguir cortar um chutão do goleiro Rafael. Na sequência, Robinho marcou e silenciou a arena.

O Corinthians tinha ainda 15 minutos para tentar buscar o terceiro gol, mas faltou banco para subir o nível da equipe. A torcida sentiu isso. A postura apreensiva vinda das arquibancadas resumiam o que acontecia dentro de campo. Willians, Lucca e Rildo foram a campo e nada acrescentaram para alterar o placar.

Organizado em campo, o Corinthians tem força para superar o Cruzeiro, dia 19 de outubro, no Mineirão, e avançar às semifinais da Copa do Brasil contra Grêmio ou Palmeiras. Mas falta qualidade para poder sonhar um pouco mais.

 

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