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De back number dourado, Rafaela faz 1º torneio pelo Brasil após a Olimpíada

Back number nada mais é do que a identificação que fica estampada no quimono nas costas dos judocas. Tradicionalmente, eles são azuis. Campeões mundiais ganham back number de cor vermelha, e olímpicos, em dourado

10 FEV 2017
Globo Esporte
14h17min
Foto: Reuters

Definitivamente, 2016 foi o ano de Rafaela Silva. Nascida no Rio de Janeiro, a judoca de 24 anos sagrou-se campeã olímpica na categoria -57kg sob os olhares de seus familiares e amigos, entrando para o seleto rol de medalhistas de ouro brasileiros. Mas, como diz o ditado: "ano novo, vida nova". As férias chegaram ao fim, e ela retomou os treinamentos com a seleção em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, de olho em sua primeira competição internacional de 2017, o Grand Slam de Paris, nos dias 11 e 12 de fevereiro. Desta vez, Rafa chegará com uma novidade: o back number dourado.

Back number nada mais é do que a identificação que fica estampada no quimono nas costas dos judocas. Tradicionalmente, eles são azuis. Campeões mundiais ganham back number de cor vermelha, e olímpicos, em dourado. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) recebeu o de Rafaela Silva em setembro do ano passado. 

Desde então, ela só disputou dois torneios. Um foi nacional, o Grand Prix Interclubes Feminino 2016, quando representou o Instituto Reação. Portanto, não usou o back number de campeã olímpica. Depois, internacionalmente, Rafa defendeu a equipe Flam 91, da França, no Europeu de Clubes, ainda sem a identificação dourada. Agora, a judoca sabe que será o centro das atenções perante suas rivais em seu primeiro torneio pelo Brasil após os Jogos Olímpicos.

- Ainda não sei qual o peso disso, porque nunca competi com o backnumber dourado. Mas acho que agora elas vão me olhar diferente, como a atual campeã olímpica. Estou ansiosa, com muita vontade de lutar. Gosto muito de competir e faz tempo que não entro no tatame para representar o país - comentou a judoca que, logo depois dos Jogos, treinou focada no Grand Prix Interclubes Feminino e usou as férias para viajar para Fernando de Noronha.

Rafaela Silva nunca venceu um Grand Slam. Por isso, o campeonato na capital francesa ganha ainda mais importância para a judoca campeã olímpica da categoria -57kg. Só que as pretensões da carioca são ainda mais altas. Ela quer subir ao lugar mais alto do pódio no Campeonato Mundial, que será disputado em agosto em Budapeste, na Hungria.

- Tenho alguns objetivos para o ano. Como nunca fui campeã de um Grand Slam, estou me cobrando um pouco nesse sentido. Mas o maior objetivo é, sem dúvida, o Campeonato Mundial em agosto - concluiu.

Além de Rafaela Silva, outros 14 judocas brasileiros vão disputar o Grand Slam de Paris. 
Confira a lista abaixo:
Feminino
Larissa Farias 48kg
Érika Miranda 52kg
Sarah Menezes 52kg
Rafaela Silva 57kg
Yanka Pascoalino 63kg
Maria Portela 70kg 
Maria Suelen Altheman +78kg
Masculino
Eric Takabatake 60kg
Daniel Cargnin 66kg
Eduardo Yudy Santos 81kg
Victor Penalber 81kg
Luciano Correa 100kg
Rafael Buzacarini 100kg
David Moura +100kg
Rafael Silva +100kg

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