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Decisão da Fifa em caso Santos x Neymar tem três páginas e não explica razões

Europeus e africano julgam ação; Câmara de Disputas rejeitou pedidos alvinegros contra o atacante, e clube agora tem 10 dias para solicitar fundamentos da defesa para poder recorrer

12 JUL 2017
Globo Esporte
13h58min
Foto: Reuters

Adecisão da Fifa na disputa entre o Santos e o atacante Neymar, publicada na última terça-feira, tem apenas três páginas e é sucinta ao revelar o resultado do julgamento: “O pedido do Santos FC foi rejeitado”, diz a correspondência assinada por Omar Ongaro, diretor de regulamentação de futebol da entidade.

A Câmara de Disputas da Fifa se reuniu no dia 28 de junho, mas a decisão é datada de dois dias depois. A reunião foi presidida pelo inglês Geoff Thompson, com os membros Roy Vermeer, da Holanda, e Zola Majavu, da África do Sul.

São duas, na verdade, as decisões descritas na carta: primeiro, a Câmara informa que a demanda do Santos é admissível. Depois, que ela foi negada.
Como de costume, a Fifa não divulga as razões de sua decisão. O Santos, que já avisou que irá recorrer, tem dez dias para solicitar por escrito os fundamentos da sentença para, então, preparar um recurso. Depois disso, o clube ainda poderá apelar ao CAS (Corte Arbitral do Esporte), última instância, também na Suíça.

A defesa de Neymar sustenta que a decisão é relacionada a todos os pedidos do Santos, incluindo os contra o Barcelona, o pai do jogador, Neymar da Silva Santos, e as empresas da família que gerem a carreira do atleta. Na Vila Belmiro, porém, o entendimento é de que a correspondência é relativa apenas a um dos quatros procedimentos da ação, que foi desmembrada, contra o atacante.

O Santos fez cerca de 16 pedidos à Fifa. Eles incluíam uma indenização de cerca de 90 milhões de euros pela transferência do jogador ao Barcelona, em 2013, além de que Neymar fosse suspenso por até seis meses. O clube entende que o atleta e os catalães descumpriram o regulamento de transferências da entidade ao assinar contratos em 2011, três anos antes do fim do vínculo de Neymar com o Santos, que garantiam a ida do atacante à Espanha.

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