Legítimo pantaneiro, Adriel Rodrigues nasceu em Ladário, no interior do Estado, mas cresceu em Corumbá, também no interior de Mato Grosso do Sul. Desde pequeno, já na escola, começou a se interessar por desenhos, época em que era apaixonado por filmes de super-heróis e colecionava histórias em quadrinhos.
“Copiava os desenhos e ilustrações e criava desenhos próprios com os personagens”, relembra. E mesmo com essa necessidade de passar sua imaginação para o papel, nunca achou que levaria a arte a sério e que seria um profissional nesta área.
Já aos 19 anos, o jovem entrou para a Marinha do Brasil, se tornando um fuzileiro naval, onde trabalhou por seis anos no setor de operações desenvolvendo croquis e mapas das regiões pantaneiras que seriam usados nas manobras de treinamento.

(Imagem: Arquivo pessoal)
Ao sair do Corpo de Fuzileiros se mudou para Brasília, época em que, durante dois anos, fez cursos de Desenho e Designer Gráfico com a intenção de melhorar suas habilidades. E mesmo tendo que trabalhar em outra profissão, a arte sempre se fez presente em sua vida. “Era algo que não podia negar ou fugir, mesmo tendo ficado alguns anos sem rabiscar algo no papel”, explica.
O gosto pelas caricaturas surgiu após o pedido de um amigo para ser desenhado digitalmente no convite de seu casamento. Depois da aprovação do trabalho, a notícia se espalhou rapidamente e por isso começaram a surgir várias encomendas de pessoas querendo seus desenhos. Desde então vem conciliando o trabalho de designer gráfico com a caricatura digital.
“A intenção é transmitir humor ao desenho, então exagera-se nas partes mais marcantes de cada caricatura”, ressalta Adriel. Ou seja, se uma pessoa tem olhos grandes, deve-se desenhar olhos maiores ainda porque este é um ponto marcante. “Se tem boca pequena, diminui-se consideravelmente, pois esses pontos característicos precisam ser enfatizado no estilo”, complementa.

(Imagem: Arquivo pessoal)
Cada desenho demora em média uma hora para ser feito, mas é claro que o tempo depende também do que a pessoa pede na criação. Já desenhou bastante em folhas de papel, mas hoje, com a era digital que o mundo vive, se viu obrigado a se adaptar e por isso toda sua arte é digital.
“São feitos em uma mesa de desenho digital [tablet] conectada em um PC, em conjunto com uma caneta sem fio que reconhece os traços ao ser tocada, aliado a softwares específicos de desenhos vetoriais como CorelDRAW, Photoshop, Illustrator e Corel Painter”, revela.
Seu trabalho como caricaturista consiste em receber encomendas online, por Facebook ou e-mail, produzir os arquivos, e depois enviar para os clientes utilizarem os desenhos em casamentos, aniversários, homenagens. “São aplicadas em diversos lugares, como convites, lembranças, chinelos, rótulos, canecas, displays, banners e quadros”, diz.

(Imagem: Arquivo pessoal)
Para criar sua arte, se inspira em grandes nomes do cenário nacional e mundial: Stan Lee, Maurício de Souza e Ziraldo. Hoje, aos 38 anos, encontrou nas caricaturas uma forma de obter reconhecimento e complementar sua renda. E o motivo, segundo ele é simples: “Pode-se usar e abusar da criatividade”, finaliza.







