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30/09/2025 10:51

Alimentos rejeitados por clientes matam a fome de famílias carentes em Campo Grande

Iniciativa da CEASA/MS neste Dia Internacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdícios de Alimentos

Alimentos rejeitados por clientes matam a fome de famílias carentes em Campo Grande. O Instituto Social Ajudar e Cuidar (ISAC) é uma das ONGs que recolhe alimentos na Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS) semanalmente, desde 2018.

Todos os sábados, uma equipe de voluntários percorre o complexo das centrais, recolhendo com os permissionários os hortifrutis que, por um detalhe, perderam o valor de venda — seja por estarem muito maduros ou por terem sofrido alguma batida no transporte. Questões estéticas que, no entanto, não anulam o valor nutricional desses alimentos.

O combate ao desperdício de alimentos é um compromisso que une a Ceasa/MS, empresários e produtores em uma verdadeira rede de solidariedade. As frutas, verduras e legumes que não são comercializados são doados para cerca de 40 instituições de caridade que atendem famílias carentes em Campo Grande. É um esforço coletivo.

Parte dos hortifrutis enriquece o cardápio do almoço e do lanche das crianças atendidas pelo instituto. O restante das frutas, verduras e legumes é separado em kits que são doados para as 140 famílias cadastradas no ISAC. Até o que não serve para doação é reaproveitado em molhos e conservas. “Nada se desperdiça”, ressalta a coordenadora do Instituto Social Ajudar e Cuidar, Cleise Pires.

“Podemos fazer o aproveitamento em vários ângulos, por isso a importância das doações. Esse alimento chega à mesa das pessoas em situação de vulnerabilidade de maneira digna. Eles recebem tudo limpinho e organizado — e isso só é possível graças às doações dos permissionários”, comenta Cleise.

Conforme a Associação dos Usuários das Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (AUCE), cerca de 45 permissionários disponibilizam doações para as instituições. As doações também são recolhidas nos pavilhões do Centro de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf ) e da Cooperativa Agrícola de Campo Grande (Coop-Grande). Atualmente, são aproximadamente 120 entidades cadastradas. Desse total, quarenta recolhem doações com mais frequência — ao menos uma vez por semana. O diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa/MS, Fernando Begena, ressalta que as doações ajudam a melhorar a qualidade de vida das famílias beneficiadas.

“Os empresários e produtores que fazem essas doações e as instituições que direcionam esses alimentos para quem mais precisa merecem todo o reconhecimento. Iniciativas como essa são um sinal de respeito a quem produz essas frutas, verduras e legumes — e são fundamentais no processo de transformação social”, comenta Begena.

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