Pode parecer curioso, mas existem instituições que armazenam dentes humanos para fins científicos e educativos. Chamados de Bancos de Dentes Humanos, esses órgãos são fundamentais para a formação de futuros dentistas e para o desenvolvimento de pesquisas odontológicas.
Um exemplo é o Banco de Dentes Humanos da Faculdade de Odontologia da Unesp em Araraquara, que coleta, organiza e distribui dentes doados para diferentes finalidades: didática, pesquisa e clínica-terapêutica.
Os dentes são utilizados em aulas teóricas e laboratórios pré-clínicos, permitindo que alunos pratiquem técnicas reais de restauração e outros procedimentos. Já para pesquisas científicas, graduandos, pós-graduandos e pesquisadores podem utilizar os dentes para estudos de laboratório, garantindo que todos os materiais tenham procedência legal e segura.
Além disso, os dentes podem ser usados para restaurações biológicas ou colagem de fragmentos em pacientes, representando uma alternativa biocompatível e estética aos materiais artificiais.
Todos os dentes passam por processos rigorosos de limpeza e esterilização, evitando riscos de contaminação por vírus como HIV ou Hepatite B. Dentes para didática são esterilizados antes da entrega, enquanto dentes para pesquisa são armazenados sob refrigeração adequada.
As doações vêm de diversas fontes: pacientes de clínicas e hospitais, cursos de especialização, setores públicos e privados, sempre mediante consentimento informado e registro formal.
O Banco de Dentes Humanos é, portanto, uma iniciativa que une educação, pesquisa e inovação clínica, oferecendo segurança e recursos confiáveis para alunos e profissionais da odontologia







