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Artistas levam cores e vida às paredes de abrigos infantis

30 outubro 2015 - 09h02Por Amanda Amaral

Uma ação de alunos e ex-alunos do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em parceria com o Projeto Padrinho, núcleo de adoção de Campo Grande, ligado à Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, desenvolveu atividades artísticas em abrigos que acolhem crianças e bebês na capital, preenchendo esses espaços com pinturas lúdicas e criativas.

O “Projeto Pinguinhos” surgiu da necessidade de trazer mais bem estar na rotina das crianças que passam por esses lugares, enquanto aguardam para voltar até suas famílias ou serem encaminhadas para outros formatos de casa de acolhimento, como explica o professo Paulo Antonini. “Queríamos trazer o ‘aconchego’ do lar, através dos desenhos fluíram direto do imaginário dessas crianças, que acompanharam o processo e ficaram muito felizes com o resultado final”, conta.

Foto: Projeto Pinguinhos 

Todas as ações, que começaram em junho, foram coordenadas pelos professores Celéne Nessemian, Paulo Antonini, Priscilla Pessoa e Renan Kubota, com colaboração do técnico Rafael Souza, e envolveu os acadêmicos nas seguintes atividades de ensino: concepção dos projetos de pintura e do painel; pinturas nas paredes dos diversos cômodos; produção de painel sensorial; intermediação da colaboração das crianças no processo e registro das ações em fotografias e vídeo.

Foto: Projeto Pinguinhos 

Na Casa Abrigo Bebê, que acolhe crianças de zero a quatro anos, produziu-se também um painel sensorial para os bebês. Na Casa Abrigo Criança, com crianças de cinco a treze, foi possível até mesmo contar com a participação das mesmas nas artes. 

Foto: Projeto Pinguinhos

Todo o material utilizado saiu do bolso dos próprios voluntários, pouca coisa veio de doações. Eles tem planejado ações similares em outros locais da cidade e aceitam a ajuda tanto de quem quiser doar material ou participar do processo criativo.

 “Ninguém precisa ser necessariamente um artista ou aluno, ex-aluno, para poder se juntar a nós. O bonito disso tudo é que ninguém fez esse trabalho em troca de vantagens, foi uma pura troca de amor e dedicação, de histórias de vida e respeito, que valeu muito a pena”, conta o professor. 

Veja o vídeo do projeto: