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Bailarina declara seu amor pela Dança do Ventre que na vida dela é arte e amor

Dança do Ventre

04 novembro 2013 - 07h00Por Marithê Lopes

O show começou, era somente ela dançando ali no meio e encantando todos que estavam ao redor. Era visível o poder que ela tinha de prender a atenção de todos. Ela era capaz de colorir o céu escuro da noite com as suas cores que se moviam no ritmo do toque da música. Ela me deixava com vontade de copiar teus movimentos e desengonçadamente eu ao menos tentava. Jamais dançaria como ela, pois diferente de mim, ela carregava a dança na alma.


Inicialmente foi por empolgação e necessidade de praticar uma atividade física, mas, Fabiana Silveira queria algo relacionado para o lado das artes. “Eu pratico aulas de Dança Folclórica, Clássica Oriental e de Instrumentos de Percussão Árabe. Desde 2009 venho participando de diversos espetáculos e eventos com a Cia. Isa Yasmin”, explica.

 

A escolha pela Dança do Ventre

Fabiana conta que o que a encantou primeiramente na Dança do Ventre foi a música. “Ela é envolvente, forte, para mim a música carrega uma energia que não tem explicação, simplesmente se sente e dança”. Uma dança feminina das mais antigas do mundo, aquela que carrega uma bagagem de simbologias. “A Dança do Ventre pode ser ritualística ou performática, depende da intenção de quem a dança. Para mim ela é essa energia do feminino, do autoconhecimento, do amor próprio, da alegria, do corpo como forma de expressão e não por valores estéticos impostos pela sociedade”.

 

 A Dança do Ventre desenvolve uma linguagem corporal subjetiva, que acaba tornando-se objetiva. O corpo, a mente, os sentimentos, os gestos e as posturas, constituem diferentes aspectos interdependentes de uma mesma individualidade.  Mas, nem tudo é um mar de rosas. O preconceito esteve sempre presente na Dança do Ventre. Fabiana conta que isso é devido a uma pequena minoria de péssimos profissionais que pelo mundo a fora perderam o respeito pela dança, cultura e o que ela representa e pelo próprio corpo. “Enfrentamos sempre uma parcela de público que ao assistir acha bonito, mas, isso não quer dizer que eles respeitem ou fariam Dança do Ventre”.
 

Cada movimento dela hipnotizava a todos que a assistiam. Ela dançava com o corpo, com as mãos, os ouvidos, com a imaginação, com a alma. Tudo numa coordenação fantástica e teu ventre se movia feito as ondulações suaves de um mar brando. Ela mostrava que sabia lidar com o próprio corpo, o próprio ritmo e com as suas emoções.

 

“A Dança do Ventre na minha vida é arte e amor. Já tive experiências com outras linguagens artísticas durante a Faculdade de Artes antes de conhecer esse estilo, mas foi na dança que me encontrei, pois amo dançar e me dedicar a ela. A minha intenção maior é a arte, a necessidade de me expressar artisticamente é o que me consome e me move, procuro sempre dançar com emoção”, finaliza Fabiana, a bailarina ruiva que segue dançando e encantando a todos com sua melhor forma de expressão.

 

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