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Carnaval em Campo Grande terá bloco com internet grátis e festa na comunidade japonesa

Alternativo

28 FEV 2014
Renan Gonzaga
06h00min
(Foto: Associação Nipo)

Por conta da lei do silêncio, várias casas de shows onde se realizavam festas tradicionais tiveram que ser fechadas. E para sobreviver, o carnaval de Campo Grande teve que se 'virar nos 30', com a criatividade. O bloco “Capivara Blasé”, por exemplo, chama atenção pelo nome. Enquanto isso, poucas festas antigas ainda resistem na Capital.


A principal reclamação dos foliões, principalmente os mais antigos, é o fato dos bailes de carnaval terem chegado ao fim. “A gente se organizava semanas antes, comprava fantasias e customizava. E na festa era outro ambiente, saudável, diferente do carnaval de rua que é oferecido hoje”, relembra a aposentada Fátima Pereira, de 67 anos.


Para Fátima, que cresceu festejando nos salões de vários clubes da cidade, a realização dos antigos bailes não acontece mais por vários motivos, mas o principal é a polêmica lei do silêncio. “O governo está investindo pesado nos carnavais de rua, e o fato de não poder fazer festas nos clubes por causa do limite do som piorou tudo”, afirma.


E quem perde com isso é o folião, que fica sem alternativa na hora de pular o carnaval. As festas que “sobrevivem”, como a matinê da Nipo, se mantém entre as poucas opções. E os blocos que estão surgindo, recorrem a criatividade para atrair foliões.


(Foto: Associação Nipo)


Há seis anos a tradicional a matinê de carnaval da Associação Esportiva e Cultural Nipo Brasileira de Campo Grande vem unindo a cultura oriental com a brasilidade do sul-mato-grossense. A folia será realizada no domingo, dia 2, e na terça-feira, dia 4, com animação da Banda BM2.


Segundo a assessoria da Nipo, o diferencial da festa é a garantia de um ambiente seguro e familiar. “É mais voltado para criança, o clube possui todos os itens de segurança”, explica Silvio Mori, assessor de imprensa da associação.


Além do concurso de fantasia e do bloco mais animado, ao som de marchinhas de carnaval e axé, o folião poderá reabastecer as energias com cachorro-quente e raspadinha. A matinê é aberta gratuitamente aos sócios (crianças até 7 anos também não pagam) e não-sócios. A entrada é R$ 12,00 e a mesa para 4 pessoas custa R$ 50,00.


Fazendo referência à relação “íntima” dos campo-grandenses com o maior roedor do mundo, o “Capivara Blasé” surgiu com a proposta de ser um bloco de carnaval livre e popular. Ele sai oficialmente no dia 3 de março, segunda-feira, às 16h, na sede do Mercado Cênico.



(Foto: Reprodução/Facebook)


As atrações são a Bateria da Vila Carvalho, o grupo Sampri, Juci Ibanez, Charanga Sossega Leão e Ana Cabral. O bloco irá interditar a rua para os foliões e oferece acesso “free” à internet pelo celular. A participação é livre e inteiramente gratuita.


No final, apesar das novidades, o sentimento que predomina é de nostalgia. “Agora não tem mais máscara e não tem mais fantasias, o que resta é o saudosismo daquela época boa. Triste dos jovens de hoje que não terão mais isso”, finaliza a aposentada Fátima.

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