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Campo Grande

21/09/2025 13:30

Centro de Apoio a Autistas e Mães leva acolhimento e esperança às famílias atípicas em Campo Grande

Com terapias, cursos, eventos e muito carinho, o CAAM se tornou espaço de cuidado e transformação, onde mães e filhos encontram apoio e afeto

Em uma pequena casa no Parque Residencial Azaleia, em Campo Grande, há um projeto onde amor e solidariedade se transformam em cuidado. É ali que o CAAM (Centro de Apoio a Autistas e Mães) abre suas portas para 56 famílias que convivem com o TEA (Transtorno do Espectro Autista), tornando o espaço num refúgio de acolhimento e esperança, onde mães e filhos são recebidos com carinho e onde cada sorriso compartilhado tem o poder de transformar vidas.

A história do centro nasceu há 17 anos, quando a presidente, Janaína Gonçalves dos Santos, teve seu primeiro contato com uma criança autista. A experiência despertou nela um sonho: criar um espaço onde famílias atípicas pudessem encontrar apoio.

"De lá pra cá, venho vendo muitas coisas que poderiam ser feitas, e isso foi se encaixando no sonho de aprender e poder ajudar. Nesse tempo, conheci pessoas que me incentivaram a dar vida a esse sonho", relembra.

O caminho foi construído com parcerias, afeto e muita perseverança. Com a ajuda da vice-presidente, Eliane dos Santos Silva, mãe atípica, Janaína iniciou projetos que abriram portas para outras famílias. Uma das primeiras iniciativas foi a Feira das Amigas da Coophasul, em 2023, onde mães atípicas puderam vender produtos e gerar renda extra.

No entanto, a essência do trabalho floresceu de verdade nos encontros mensais, regados a cafés da tarde e abraços acolhedores, sempre acompanhados de profissionais que levavam informação e cuidado. As reuniões contavam com o apoio de psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e advogados, sempre buscando cuidar da melhor maneira possível das mães e filhos atípicos.

Hoje, o sonho cresceu. Desde agosto, o CAAM realiza atendimentos terapêuticos individuais, incluindo psicologia, psicopedagogia, neuropsicologia e terapia ABA. Tudo isso com a ajuda de profissionais voluntários e parcerias, como a que foi firmada com a Uniderp, que disponibilizará estudantes de psicologia e odontologia para somar nos atendimentos.

Além disso, há apoio da Polícia Militar com a equoterapia, além de consultas de otorrino e oftalmologia. "Somos a primeira OSC que atende a família e a criança atípica", destaca Janaína, com orgulho.

O cuidado, porém, não se restringe às crianças. As mães também são protagonistas. Além de receberem suporte emocional e psicológico, elas participam de cursos, como o recente de processamento de tomate, em parceria com o Senar, que contou com a presença de mães atípicas e até de uma aluna autista. "Aqui cuidamos de quem cuida", diz Janaína.

Com simplicidade, mas também com grandeza, o CAAM organiza bazares, vendas de comidas típicas e eventos para arrecadar recursos. Em outubro, duas datas já estão marcadas: uma festa com brincadeiras e doces no dia 25 para comemorar o Dia das Crianças e uma programação especial do Outubro Rosa, com palestras, massagens e serviços de beleza, reunindo mães e filhos no mesmo espaço.

O CAAM também tem planos de expansão. Janaína explica que, embora os atendimentos estejam organizados de acordo com a disponibilidade de profissionais, o objetivo é ampliar vagas e serviços, incluindo musicoterapia, nutricionista, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

O impacto do trabalho é sentido todos os dias. "O que mais me emociona é ouvir das mães que somos bênção na vida delas. Um abraço, um sorriso, uma conversa faz toda diferença. Temos uma frase que usamos muito: sozinhas somos pétalas, unidas somos rosas. E são elas, as pétalas, que juntas formam a rosa que nos dá força para continuar ajudando", conta Janaína, emocionada.

Cada família que passa pelo CAAM carrega uma história única, e todas recebem o mesmo olhar cuidadoso. Janaína prefere não escolher uma história de transformação em especial, porque, como ela mesma diz, "todas são especiais". No fim, o que fica é a sensação de que ali nasceu uma grande família. "Costumo dizer que somos a família CAAM", resume.

De portas abertas, o centro recebe visitas, voluntários e doações na Rua Vinhedo, 88, Parque Residencial Azaleia. Para Janaína, duas palavras guiam cada passo dessa caminhada: fé e gratidão. "Fé para continuar seguindo em frente e gratidão por tudo que Deus já proporcionou, está proporcionando e irá nos proporcionar para ajudar mais e mais famílias".

O CAAM aceita doações e colaborações para manter e ampliar os atendimentos. Interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (67) 99635-7070 ou acompanhar as atividades pelo Instagram @caam.autismooficial_.

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