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"Choro todo dia", diz cozinheira que teve as duas cachorrinhas levadas da própria casa

Karina afirma que Fiusca e Jully ajudavam no tratamento para depressão dela e da filha, de 14 anos

07 maio 2019 - 10h35Por Luis Abraham

Uma cozinheira de 34 anos relata o drama vivido há cerca de 3 meses quando teve uma cachorrinha da raça pinscher e outra da raça lhasa apso levadas na Rua Seiko Yonamine, Parque do Lageado, em Campo Grande. O mais intrigante é que ambas foram furtadas pela mesma pessoa, uma mulher em um Fiat Uno de cor verde.

Karina Fernandes Macedo relata que ela e a filha de 14 anos lutam, desde 2016, contra a depressão e que as cadelinhas que ganharam - Fiusca de um doador via Facebook e Jully da ex-patroa -, têm ajudado a reverter esse quadro. Entretanto tudo mudou quando foram furtadas dentro da própria residência.

"Ela me ajudou a sair da depressão, ficava deitada comigo, dormia comigo, me mordia o cabelo, lambia meu rosto para acordar e levantar da cama. Foi ela e Deus que me tiraram da depressão, voltei a viver." disse a mulher, que está com a sensação de ter perdido uma filha.

O vizinho delas relata que uma desconhecida passou por três vezes pela casa, aproveitando-se da ausência da mulher, desceu do veículo e fez com que a lhasa apso passasse pelo portão. Um mês depois, da mesma forma, foi a vez da pinscher ser levada de casa.

A cozinheira relata que estava em viagem à Argentina com a filha para liberar o corpo do pai da menina, que falecera no país portenho e seria sepultado em Rochedo. As outras filhas ficaram na casa da avó e a mais velha delas, de 17 anos, ficou encarregada de alimentar as cachorrinhas duas vezes ao dia. Não foi suficiente para evitar que Jully e Fiusca, de dois anos cada, fossem furtadas.

"Sonho toda noite com a Fiusca. Choro todo dia porque ela não é uma cachorra, é minha filha." diz Karina, completamente desolada com o desaparecimento da pinscher. A mulher ainda afirma que a saúde da lhasa apso inspira cuidados, pois estava se recuperando de uma micose, tomando medicação e vitaminas. Ela diz não saber "se esta mulher pegou achando que estava sofrendo maus-tratos ou por maldade mesmo". "Só sei que quero minhas filhas de volta", finaliza.

Caso tenha alguma informação que leve ao paradeiro das cachorrinhas Jully e Fiusca, entre em contato pelos telefones, (67) 99211-7047 ou (67) 99201-7034.