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26/06/2014 12:12

Sem ovo ou leite, restaurante aposta em opção vegana e substitui qualquer carência com arte

A gente quer comida, diversão e arte

Durante o dia, o número 4551, da rua 13 de Maio, é um restaurante comum. Familiar e que serve almoço para a população nos arredores do bairro São Francisco, região central de Campo Grande. Com o espaço do chamado ‘São Chico’ vago durante as noites, uma das filhas da família resolveu mostrar seus dotes com massas integrais para os amigos e acabou criando uma opção para os veganos e fãs de arte de Campo Grande.


Pratos produzidos com as carinhosamente apelidadas de Massas Capivaras passaram a ser o carro chefe do estabelecimento. Com sua famosa opção integral, sem leite ou ovo, os veganos podem apreciar esfihas, pizzas e macarrões, que muitos nem imaginam estar no cardápio de quem tem uma alimentação tão rígida. Padeira percussora da ideia e dona do codinome Capivara, Camila Santana, 29 anos, desapegou e somou ao local seus livros e discos, além de obras de arte, fazendo do estabelecimento uma opção singular na cidade.


(Foto: Diogo Gonçalves/Ateliê Passarinho)

(Foto: Diogo Gonçalves/Ateliê Passarinho)


Os encontros começaram como confraternizações entre amigos e hoje o espaço é aberto, mas não funciona no período noturno diariamente. As noites de massas são marcadas por meio de evento no Facebook, onde também são escolhidos os pratos a serem servidos, e costumam ocorrer às quartas-feiras e domingos. “Comecei há mais ou menos um ano. Como tinha muitos amigos veganos, que não encontravam lugar para comer na cidade, apostei nesta opção”, afirma Camila.


O apelido Capivara vem da época que Camila morou em Novo Hamburgo (RS), onde os conhecidos lhe chamavam assim por vir de Mato Grosso do Sul. Foi desta aventura em terras sulistas que surgiu também o desapego por seus livros e discos, que hoje estão à venda no São Chico. “Fui assaltada logo que cheguei lá”, conta.


As paredes forradas com quadros de artistas sul-mato-grossenses, como Ilton Silva e Kátia Dangelo, fotos e outros tipos de artesanatos vem de uma paixão antiga. “São coisas que eu gosto. Minha mãe é artista plástica e comecei colocando as telas dela no restaurante e também faço telas de colagem. Depois, um amigo meu que trabalha em uma galeria trouxe outros quadros”, conta.


(Foto: Diogo Gonçalves/Ateliê Passarinho)

 (Foto: Diogo Gonçalves/Ateliê Passarinho)


 Vegano, o músico e artesão, Diogo Zarate, 36 anos, aprovou os pratos e de quebra aproveitou para expor seu trabalho e o da companheira, Valéria Marques, que coincidentemente, consiste em esculturas de capivaras feitas de durepox. “É legal ela ter essa preocupação com a alimentação. Nós veganos acabamos ficando meio órfãs de lugares aqui na cidade”, afirma. O músico optou pelas mini pizzas de abobrinha e berinjela, todas feitas com uma mistura chamada mandioqueijo, em substituição a muçarela, feita de leite.


Porém, o ambiente não é restrito apenas à veganos fãs de arte. Pratos convencionais também estão entre as opções. O estudante, Higor Cirilo, 21 anos, não é adepto de uma alimentação sem carnes, mas matou a curiosidade experimentando sabores integrais como a pizza de cenoura com ricota. “É um cardápio bem diferente da maioria dos lugares. Ela tem outra proposta trazendo, além de comida, arte”, afirma.

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