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28/08/2014 07:15

Com voz e boas histórias, contação passa de hobby a profissão

Quem conta um conto aumenta um ponto

Apenas a voz e uma boa história são os instrumentos necessários para os profissionais que escolherem atuar com a contação. Ainda pouco explorada em Campo Grande, a prática se profissionalizou há pouco tempo, mas já é adotada por escolas e buffet de festas infantis da Capital como uma forma lúdica de ajudar no desenvolvimento de crianças. Em uma sociedade cada vez mais individualiza e introvertida, o que antes era hábito se tornou pontual e ganha espaço para se multiplicar na programação do 1º Festival Estadual de Contadores de História de Mato Grosso do Sul, que começa nesta quinta-feira (28) e segue até sábado.


A arte de contar histórias é um dos atos mais antigos do mundo, surgiu antes mesmo da escrita. Já foi posse exclusiva de preservadores da história oral e de aventureiros viajantes, que transmitiam acontecimentos ocorridos em povos distantes a sua plateia. Apesar de a narrativa ser inerente ao ser ao humano, profissionais como Conceição Leite, 54 anos, se especializaram neste ramo, como forma de dar continuidade a tradição tão benéfica ao ser humano. “A história leva, tanto crianças como adultos, a viajar na sua imaginação, refletir sobre si mesmos, sobre princípios e valores. Entre as crianças, ajuda a melhorar o vocabulário e dá autoconfiança através de contos que possuem heróis, por exemplo”, explica.


Contadoras de história Conceição Leite e Marta Cel do Instituto Sócio Cultural Curumins. (Foto: Isab

Marta Cel e Conceição Leite atuam em Campo Grande há mais de dez anos. (Foto: Isabela Ferreira/assessoria)


Licenciada em Pedagogia, arte educadora, produtora e diretora teatral, há mais de vinte anos Conceição pesquisa e trabalha com teatro e contação de histórias atuando por meio do Instituto Sócio Cultural Curumins. Durante essa longa trajetória, a contadora percebeu que a narrativa é capaz de atingir o público mais diverso possível. “Desenvolvemos trabalhos nos presídios masculino e feminino da cidade. Os detentos foram muito receptivos e acredito que os motivamos a pensar em um mundo melhor. Lembro-me até de um senhor que se emocionou”, recorda.


Atualmente, Conceição desenvolve, juntamente com outros voluntários, trabalho de contação de histórias com os pacientes do Hospital São Julião, referência no tratamento de Hanseníase na América Latina, localizando na Capital. A ação envolve também os funcionários do local que são estimulados a desenvolver a narrativa oral com as pessoas em tratamento. “A história, o calor humano e o afeto são indispensáveis para humanização e podem até curar”, acredita a contadora.

 

Mais popular entre as crianças, a contação de histórias as permite construir novas habilidades e ter uma leitura de mundo mais ampliada e significativa. Para a psicopedagoga e diretora pedagógica da Escola Mon Petit, Isabel Prata, 47 anos, a presença desse profissional na vida escolar das crianças é indispensável. “Contar histórias também possui suas técnicas e este profissional é preparado para fazer com essa atividade lúdica e de fundamental importância para aprendizagem seja bem aplicada e desenvolvida”, afirma.


Particular e especializada em educação infantil, a escola mantém a prática de contação de histórias em seu quadro pedagógico por estimular afetividade, criatividade, atenção, raciocínio, senso crítico e imaginação, além de transmissão de valores. “O  ‘era uma vez’ permite a criança o contato com o mundo da fantasia, liberando a imaginação e facilitando seu exercício de vida e novas aprendizagens”, explica Isabel.


Contadoras de história Conceição Leite e Marta Cel do Instituto Sócio Cultural Curumins. (Foto: Isab


1º Festival Estadual de Contadores de Histórias de MS


Para iniciar profissionais e aperfeiçoar os que já trabalham na área de contação de histórias, o 1º Festival Estadual de Contadores de Histórias, que será realizado nos dias 28 e 29 de agosto, das 13h30 às 17 horas, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, oferece oficinas aos interessados. As aulas serão ministradas por profissionais sul-mato-grossenses e de outros estados, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Paralelas às oficinas de aprendizagem e troca de experiências, acontecerão diversas apresentações, abertas ao público no Centro Cultural.


Serviço: O “1º Festival Estadual de Contadores de Histórias de MS’, acontece de 28 a 30 de agosto, no Centro Cultural José Octávio Guizzo (na rua 26 de agosto, 453, Centro) e, em escolas estaduais (conforme programação). Informações e inscrições pelos telefones 67 9240-9999 e 9606-9839 e pelo email 1festhistoriams@gmail.com.


Contadoras de história Conceição Leite e Marta Cel do Instituto Sócio Cultural Curumins. (Foto: Isab


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