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Conhecimento leva jovem campo-grandense para Alemanha

Conhecimento

13 NOV 2013
Marithê Lopes
08h00min
Foto: Arquivo Pessoal

O campo-grandense, Alexandre Vieira Silva nunca imaginou que ganharia o mundo através do conhecimento. O jovem de 30 anos adquiriu neste ano o título de doutor em química e foi agraciado pelo programa Ciência sem Fronteiras com uma bolsa de estudo para desenvolver pesquisa em Munique na Alemanha em 2014.

 

“Eu iniciei o curso de bacharelado em Química em 2002 e concluí em 2005 na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Depois que terminei minha graduação fui aprovado no processo seletivo e iniciei o mestrado em “Química Orgânica” pelo Instituto de Química na Universidade de São Paulo (USP, campus São Paulo Capital) e o concluí em 2008. No mesmo mês iniciei o doutorado em “Síntese Orgânica” na USP, também”, comenta Alexandre que  durante os três primeiros anos de doutorado teve a oportunidade de ir a conferências científicas por diversos países.

 

“Fui a Conferências Científicas na França, Suíça, China e Estados Unidos. Em 2011 ganhei uma bolsa de estudo para desenvolver uma parte da pesquisa de doutorado na “Universidad Complutense de Madrid”, e fiquei na Espanha por 18 meses. Ao voltar para o Brasil em abril de 2013 defendi o doutorado (pela USP) e adquiri o título de doutor em química”.

 

Incentivo

“Eu sempre quis estudar química na Alemanha, o berço dessa ciência. Encontrei um professor alemão que tinha uma linha de pesquisa que me interessava em um congresso em 2012. Numa conversa falei que tinha interesse na área dele e que gostaria de fazer um estágio de post-doc em seu laboratório. Ele prontamente me disse: ‘você conseguiria uma bolsa pelo programa Ciência Sem Fronteiras?’ Foi assim que comecei a me dar conta de que esse projeto brasileiro já estava bem famoso no exterior e que nem sempre pesquisadores brasileiros sabiam sobre detalhes programa como esse professor sabia”.

 

Animado com a ideia, Alexandre enviou uma carta de recomendação do seu ex-orientador ao pesquisador da Alemanha que o aceitou. “Escrevemos um projeto em conjunto para tentar bolsa pelo Ciência sem Fronteiras. Submetemos o mesmo para avaliação da CAPES em maio deste ano e o resultado saiu no final de agosto aprovando a bolsa de estudo para desenvolver a pesquisa por 18 meses Instituto Técnico de Munique na Alemanha”, explica Alexandre que  inicia seus estudos no país alemão em fevereiro de 2014 e termina em julho de 2015.

 

O que é o programa Ciência sem Fronteira?

Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

 

O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

 

Expectativa

O Brasil está cada vez mais desperto para a importância da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico. No entanto, poucos jovens enxergam a profissão de “pesquisador” como algo palpável no cotidiano. Acabam preferindo as carreiras mais tradicionais e as profissões mais tecnológicas acabam ficando carente de alunos.

 

“Minha expectativa é poder firmar laços fortes com um laboratório de peso no cenário mundial de pesquisa em química. Essa parceria será mantida mesmo quando eu voltasse para desenvolver minha profissão em terras brasileiras. Pretendo também conhecer uma nova “mentalidade científica”, pois acho que isso só tem a contribuir com o perfil de pesquisador que eu ainda estou adquirindo”, finaliza o Alexandre, o jovem que tem sede de conhecimento e toda a competência para continuar conquistando o mundo na sua área de pesquisa. 

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