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25/12/2025 17:00

Com data para estrear na Avenida, passista foi descoberta durante samba com amigos

Rebeca se apaixonou pelo Carnaval antes mesmo de pisar oficialmente na avenida

O que começou como uma dança em bares com amigos e almoços de família acabou se transformando em um dos capítulos mais marcantes da vida da universitária Rebeca Ferro, de 20 anos, que se prepara para viver, pela primeira vez, a experiência de desfilar no Carnaval de Campo Grande.

O contato com o samba surgiu ainda na infância, durante uma aula de Artes no ensino fundamental. Na ocasião, uma professora apresentou o ritmo à turma, despertando um interesse que nunca se apagou.

Desde então, o samba passou a fazer parte de momentos simples do dia a dia, nas festas de família, encontros com amigos. Sempre como forma de alegria e liberdade.

Foi justamente em um desses momentos descontraídos que a trajetória de Rebeca tomou um novo rumo. Durante uma noite com os amigos, na região da Explanada, sambava apenas por diversão, ela chamou a atenção de Rafael, responsável pelas aulas de passistas de uma escola de samba. Sem conhecê-la, ele se aproximou, sambou junto e, ao final, fez um convite inesperado: integrar o grupo de passistas da escola.

A abordagem repentina causou surpresa e até desconfiança. “Foi tudo muito do nada. Fiquei pensando se era sério mesmo”, relembra. Mesmo assim, Rebeca decidiu entrar em contato no dia seguinte e conhecer as aulas. A curiosidade venceu o receio e a identificação foi imediata.

Na avenida, quem guia é a bateria

Até então, sua relação com o samba era leve e sem técnica. Já o samba de avenida apresentou uma realidade completamente diferente. “Na avenida, quem te guia é a bateria. O ritmo é mais acelerado, exige preparo físico, resistência e muita dedicação”, explica.

Para acompanhar o ritmo intenso dos ensaios e do desfile, Rebeca precisou mudar a rotina, incluindo exercícios físicos e treinos específicos para aguentar cerca de uma hora de apresentação, muitas vezes em salto alto.

Apesar de ser atraída pelo Carnaval, ela nunca havia participado da festa. Criada na zona rural de Sidrolândia, não teve contato com blocos ou desfiles. Mesmo após se mudar para Campo Grande, nunca havia vivenciado a folia. Ainda assim, acabou se apaixonando pelo Carnaval antes mesmo de pisar oficialmente na avenida.

“É estranho se apaixonar por algo que você nunca viveu, mas aconteceu”, conta. O Carnaval, antes distante, agora representa um sonho prestes a se concretizar.

Essa transformação ficou ainda mais clara durante a primeira apresentação oficial da escola, realizada no início de dezembro, quando as agremiações se apresentaram seguindo a ordem do desfile. O momento foi inesquecível. “Nunca senti tanto orgulho de fazer parte de algo tão novo para mim”, afirma.

Mais do que a reação do público, o que mais marcou Rebeca foi a conexão com a própria escola. Representar um coletivo, apresentar algo ensaiado por meses e sentir pertencimento fizeram toda a diferença.  Agora, a jovem vive a contagem regressiva para o Carnaval oficial, que promete ser sua tão esperada estreia na avenida.

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