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29/09/2014 07:19

Dando utilidade ao lixo, construtor utiliza correntes para construir móveis

Do lixo a casa

O concreto que parece faltar na fala mansa de Jonas Eilert Barcellos, 34 anos, ele parece ter encontrado na profissão. Apesar de construtor de casas, é nas desgastadas correntes de motocicletas que ele se revela. Transformando em móveis e obras de arte o material que já não servia para o que foi fabricado, o gaúcho criado em Campo Grande, desenvolveu uma forma de encontrar beleza no obsoleto e ajudar um pouquinho o mundo.


Seguindo a premissa de que as melhores ideias nascem na juventude, o artesão retomou há quatro anos a solda que havia aprendido na década anterior. Na época, o gosto por montar peças diferentes foi despertado por um amigo que já dominava um pouco a técnica. "A gente era meio hippie", relembra com bom humor. O clima paz e amor acabou rendendo uma serralheria, mas como o ritmo da arte não é o mesmo da indústria o negócio acabou não durando muito tempo.


(Foto: Geovanni Gomes)

(Foto: Geovanni Gomes)

A ambição de mudar o mundo se foi, mas ficou o aprendizado. Passando de profissão a hobby, as soldas ganharam formas mais espontâneas e consequentemente únicas. "Faço muita coisa para presentear os amigos que vão casar ou que fazem aniversário. Eles gostam por ser diferente do industrial que é tudo igual", explica.


(Foto: Geovanni Gomes)

(Foto: Geovanni Gomes)


Com uma produção nada linear, nos últimos quatro meses ele tem se dedicado exclusivamente a agradar os amigos. Mas além dos utilitários, que vão de cadeiras e mesas a suportes para plantas e rede, verdadeiras obras de arte acabam nascendo de suas mãos. A luminária de peixe e uma ave de grandes olhos estão entre as primeiras peças neste estilo desenvolvida pelo artesão. "Gosto muito de fazer répteis. Por que as correntes imitam bem o aspecto da pele destes animais", explica.


(Foto: Geovanni Gomes)

(Foto: Geovanni Gomes)


Sem ponto fixo, o próprio jardim da casa acaba funcionando como vitrine para seu trabalho. Além dos amigos, os estudantes estrangeiros que Jonas hospeda estão entre os fãs das peças. "Eles ficam apenas com dó por não terem como levar", afirma. Madeira e tinta também são utilizadas nos itens para ganhar um aspecto diferente e agradável. O preço pode variar de R$ 25 até R$ 2.000 de acordo com o tipo da encomenda.

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