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06/10/2014 07:15

Desmascarando inutilidade, artesão recria natureza e mantém ideologia hippie

Personagem

A energia positiva e a fala tranquila, mesmo em meio ao barulho intenso de carros de uma movimentada avenida de Campo Grande, sugerem o tipo de relação que o artesão José Rogério da Silva, 50 anos, possui com a natureza. Fugindo dos tipos convencionais de hippies, ele carrega a ideologia no coração e há 15 anos a usa para desenvolver um trabalho baseado na sustentabilidade. Com peças únicas e produção intensa, ele tem a rua como sua principal vitrine.


Curitibano, José caminhou bastante antes de chegar a Mato Grosso do Sul. Nômade de nascimento, nem mesmo as margens do rio Miranda, escolhidas como destino há 17 anos, foram capazes de fazer com que se prendesse. “Não pode parar muito se não cria raiz”, explica. Apesar disto, a natureza do Pantanal o conquistou, fazendo com que as viagens apenas entre a Capital e o Piraputanga fossem suficientes para sanar seu espírito inquieto.


(Foto: Deivid Correia)

(Foto: Deivid Correia)


Para José, natureza não foi apenas motivo de aconchego, mas sinônimo de trabalho. É dele que ele extrai a matéria-prima necessária para criação de suas peças. Em suas mãos, sementes e cascas se transformam em requintados objetos de decoração. Ferro e madeira encontrados no lixo também ganham nova roupagem. “Desta forma é possível sobreviver de arte sem gastar muito”, explica.


(Foto: Deivid Correia)

(Foto: Deivid Correia)


Desvendando os recursos e criando outro mistério é a fórmula que o artesão achou para criar uma de suas peças de mais sucesso. A casca de Buriti, depois de entalhada de maneira simples, se torna uma alongada máscara de cor escura. Apesar dos ares de carranca, o ornamento é o que mais chama atenção dos clientes. “Este material eu pego dos buritis espalhados pela cidade. Geralmente, são descartados sem nem imaginar o que pode ser”, afirma.


(Foto: Deivid Correia)

(Foto: Deivid Correia)


Produzindo de 30 a 40 peças diariamente foi necessário que em seu próprio quintal se cultivasse matéria-prima para atender a demanda da clientela, formada não apenas por pessoas que querem decorar a casa ou presentear, mas também por lojas do ramo. Nas mãos de José, os preços variam de R$ 10 a R$ 100. As encomendas podem ser feitas pelo telefone (67) 9104-0215.

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