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Dia do Vizinho é lembrado com histórias pela cidade

Boa vizinhança

23 dezembro 2013 - 15h21Por Renan Gonzaga

Hoje é o dia do vizinho, uma data um tanto quanto controversa para muitas pessoas. Você ama ou odeia, não existe meio termo. Seja por causa da bagunça que eles fazem no apartamento de cima, por causa do som ligado tocando pagode às 7h da manhã de domingo, pela vizinha fofoqueira que cuida da vida de todo mundo, ou pelo cachorrinho que passa a madrugada latindo. Não tem jeito.

Recentemente o Brasil assistiu um caso de demonstração de desafeto entre moradores da mesma rua que repercutiu por toda a imprensa. Um carro foi cimentado em uma calçada em Belo Horizonte porque um dos vizinhos teria se recusado a retirar o veículo do local para o outro vizinho realizar uma obra.

Os dois homens não entraram em acordo em relação ao veículo, que estava na área de construção de um prédio, e a empresa responsável pelas obras acabou autorizando que a calçada fosse feita mesmo com o carro estacionado no local, que teve parte das quatro rodas concretadas. O caso teve de ser levado a justiça.

Sem acordo, vizinho fixa carro do outro no concreto. Foto: Reprodução

Em Campo Grande não se tem notícia de algo parecido, que tenha tomado estas proporções, mas com certeza possui boas histórias. Uma delas é a da estudante Tatiane Cardozo, que veio do interior do Estado para cursar Publicidade e Propaganda na capital.

Ela tem 23 anos, gosta de curtir a vida e se divertir. Cheia de amigos, o apartamento onde mora é local de encontro de muitos outros jovens com a mesma “vibe”. Quem passa pelo seu residencial em uma madrugada de terça-feira para quarta-feira, às 2h por exemplo, pode ouvir o barulho do som, que na opinião dela é baixo.

Mas para os vizinhos a história é bem diferente. “Estava descendo pela escada quando um senhor do apartamento de baixo me parou para perguntar se era eu quem morava na cobertura. Respondi que sim. Em seguida ele começou a me ameaçar, falando que se eu não parasse com o barulho chamaria a polícia. E eu tive que ficar ouvindo quieta”, revela Tatiane.

E as reclamações não param por aí. A jovem, que divide apartamento com um amigo da faculdade, conta que ele também já foi alvo de ameaças. “Uma vez ele estava chegando no estacionamento e viu os vizinhos se aglomerando, como se estivessem em uma reunião de condomínio para falar da gente. Estavam dizendo que fariam um abaixo assinado para nos tirar de lá”.

Vale lembrar que é possível reclamar do vizinho barulhento mesmo fora dos horários da Lei do Silêncio e as penalidades vão de multa a prisão. Mas para alegria de todos do residencial, hoje Tatiane trabalha e não faz mas “festinhas” como antes. “As coisas pararam, tanto eu como meu amigo estamos trabalhando e não temos mais tempo para festar. E o povo do condomínio até voltou a cumprimentar a gente”, brinca a jovem.

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