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22/09/2014 07:15

Diante do obsoleto, crianças são desafiadas a colocar no papel o que acabaram de conhecer

Oficina

Máquina de escrever, lampião, lamparina, relógio de ponteiro... Embora os nomes e  a aparência desses objetos não sejam totalmente desconhecidos, pois sempre é possível associá-los a algo familiar, eles parecem estranhos aos olhos de quem possui pouco mais de uma década de existência. Curiosa em saber qual a reação de um encontro entre o obsoleto e mentes fresquinhas, a artista plástica Ana Ruas, resolveu fazer este confronto  dentro do projeto “Artes Visuais em MS – Processos Compartilhados”, selecionado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC/MS), da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.


Por meio de oficinas, as atividades são oferecidas para crianças e adolescentes com grupos de até 15 alunos por turma. Alguns espaços previstos na programação já ocorreram. Entre as crianças que participaram do projeto estão cerca de 70 participantes do grupo de escoteiros Mário Dilson, formando principalmente por moradores do Jardim Noroeste, periferia de Campo Grande. "Este bairro é um dos que possui o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade e esta oportunidade ajuda a mudar um pouco a realidade destas crianças", afirma a diretora técnica do grupo, Leize da Silva.


(Foto: Deivid Correia)

(Foto: Deivid Correia)


Com a rapidez do dia a dia e evolução quase que ininterrupta de aparelhos tecnológicos, muitos objetos, antes visto como básicos e indispensáveis, agora, são desnecessários e antiquados. "Depois de estudar suas características e funções as crianças irão compará-los com aparelhos que consideramos importantes e indispensáveis, nos dias de hoje. Diante disso, será abordado a questão da efemeridade dos objetos e ficará a questão: qual será a próxima peça a ser descartada?", explica Ana Ruas, idealizadora da oficina.


Para as crianças, o passado acaba sendo uma nova descoberta. As primas Fernanda Demetrio, 15 anos, e Sofia Demetrio, 10 anos, afirmam que alguns dos objetos apresentados eram totalmente desconhecidos. "Eu conhecia somente o lampião, que a gente utiliza nos acampamentos", revela Sofia.  Para Fernanda, a parte mais difícil é traduzir esses objetos em traços no papel. "É complicado reproduzirmos um objeto que não conhecemos. Não é como fazer de coisas que vemos diariamente", explica.


(Foto: Deivid Correia)

(Foto: Deivid Correia)


A oficina é apenas uma das atividades oferecidas pelo projeto “Artes Visuais em MS – Processos Compartilhados”, que acontece entre os meses de setembro e novembro, em Campo Grande. Estão previstas ainda a realização de palestras e oficinas para artistas e acadêmicos visando novas estratégias de construção do objeto artístico, debate sobre arte-educação, realização de oficinas com crianças e adolescentes, além de divulgação de obras de artistas locais.


Para as oficinas infantis é necessários realizar inscrições, que são gratuitas e deverão ser efetuadas por grupos fechados de escolas, ONGS e outras instituições. Os interessados devem entrar em contato por telefone no (67) 9202-4095 ou pelo e-mail contato@anaruas.com.br. Os dias ainda disponíveis para a realização do evento são: 30 de setembro,  01 e 02 de outubro, podendo acontecer no período matutino, das 09h às 11h, ou vespertino, das 14h às 16h.

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