(67) 99826-0686

Após revelação em sonho, Jucilene criou projeto que muda vida de famílias carentes

Confirmação para iniciativa veio através de sonho, conta a dona de casa

5 SET 2019
Nathalia Pelzl
17h00min
Foto: Repórter Top

A infância difícil motivou Jucilene Aparecida Sorrilha da Silva, 41 anos, a fazer o bem sem esperar nada em troca. Há dois anos, após um sonho, ela desenvolveu o projeto social "Grão de Mostarda", que ajuda pessoas carentes de diversos bairros de Campo Grande.

Atualmente, o projeto conta com aproximadamente 12 voluntários e eles levam alimentos, roupas, brinquedos e corte de cabelo para famílias carentes.

"Comecei sozinha, nem divulgava muito. Aí os amigos mais próximos foram ajudando e estamos seguindo. Levamos comida, corte de cabelo às pessoas carentes. Vamos até os idosos, que não tem como se locomover e não tem sido fácil, porém seguimos".

Jucilene explica que não consegue arrumar emprego devido à doença do filho e, por isso, está difícil manter os recursos do projeto.

"Não trabalho para fora, tentei diversas vezes, só que como tenho um filho epiléptico e com laudo, chega na hora de entregar a documentação, me dispensam. Não tenho tantos recursos para o projeto, precisamos de doação de alimentos e daquelas embalagens de marmita".

Emocionada, ela se lembra de como surgiu a ideia do nome e os desafios encontrados no caminho.

“Sempre pensei em ajudar o próximo, um dia fiz uma ação na minha igreja e aquilo mexeu demais comigo, pensei em fazer algo e tinha medo. Uma missionária revelou que Deus estava entregando algo na minha mão. Fiquei pensativa, logo depois sonhei que alguém falava para mim que se minha fé fosse do tamanho de um grão de mostarda, eu seria capaz, conseguiria fazer. Eu acordei chorando e decidi criar o projeto. Nem tudo é fácil, já ouvi de muita gente que quero me aparecer", reflete.

Sem dar ouvidos aos julgamentos, Jucilene fala como é gratificante estar envolvida e fazer o bem ao próximo.

"É muito gratificante, não tem preço. Às vezes dói, igual já aconteceu... Fui a uma ação e a criança me falou que a mãe não tinha comida e que ela estava com fome, é doído ver uma criança pedindo comida e a família não ter de onde tirar, então isso me dá força para ajudar, acolher".

Ela explica que o que mais precisa no momento são os alimentos e as embalagens de marmita. Caso alguém tenha interesse em ajudar, pode entrar em contato que ela vai buscar.

“Eu vou buscar, precisamos de comida e as embalagens. Na última ação usamos 80 potes de manteiga, que íamos usar de lembrancinha no aniversário da minha filha, mas nem usamos. Agora acabou”.

Ficou interessado em ajudar? Ente em contato através do número (67) 9 9890-8019.

Repórter Top

Veja também