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Diogo Nogueira diz que volta ao Estado para pescar

Samba

24 novembro 2013 - 16h00Por Vanessa Ricarte

Atmosfera intimista, luz baixa, cores quentes, público cativo e mesas lotadas. Assim foi o show de Diogo Nogueira que aconteceu neste sábado, 23, no Ondara Palace, com abertura da banda sul-mato-grossense de sambarock, Dombraz. Diogo, de 32 anos, subiu ao palco pouco mais da meia noite. A plateia, tímida no começo, sucumbiu aos olhos azuis do sambista, de voz parecida com a do pai, João Nogueira.

"Quando a gente canta numa festa mais chique, o público presta mais atenção ao show. Mas no final, ele acaba se rendendo e aproveita o show à sua maneira. A sensação é de estar levando alegria e mostrar o que tem de bom", disse Diogo Nogueira em entrevista após a sua apresentação.

No repertório, além das canções do novo CD Mais Amor, como "Desejo me chama", já de gosto popular, estavam composições de grandes artistas da MPB, como Tim Maia, Martinho da Vila, Emílio Santiago, Zeca Pagodinho, entre outros. Até rolou samba-enredo da Portela, sua escola do coração.

Conexão MS - Esta é a quarta vez que o artista vem a Campo Grande. Seu pai, o consagrado sambista João Nogueira, falecido em 2000, esteve oito vezes no Estado, uma delas especialmente para pescar em Aquidauana. "Meu tio, carioca, tem uma fazenda aqui. Foi ele quem levou o meu pai para pescar. Então, a relação com MS já é bem antiga, a herança vem passando. Assim que tiver tempo, voltarei para pescar, pois adoro. Aprendi com meu pai. Vamos juntos pescar todos nós", prometeu, entre risos, o convite irrecusável.

 

Diogo Nogueira relatou que não teve tempo de conhecer melhor Mato Grosso do Sul por conta da intensa agenda de shows - "não tive a oportunidade de conhecer MS profundamente, pois todas as vezes que eu venho, estou de passagem. Ainda não conheço o Pantanal."

A terra do sertanejo - Apesar de saber que Campo Grande é reconhecida por dar mais relevância ao gênero sertanejo, o sambista é enfático ao afirmar que a cidade também gosta do seu estilo musical: "aqui a galera curte muito o samba. Todas as vezes que vim fui recebido com muito carinho,  cantando as músicas e vibrando bastante."

O artista também diz que prefere o sertanejo de raiz ao popular universitário. "Gosto do sertanejo tradicional, o de raiz que traz melodias em conjunto com acordeão, viola e violão. Hoje a tecnologia transformou o sertanejo numa coisa mais metálica. Uma mistura de axé", afirma o sambista.


Nova fase do samba - 
questionado sobre ser um dos artistas cogitados a estabelecer uma nova perspectiva do samba no país, Diogo Nogueira revela que existe uma renovação natural do gênero.

"Acredito no trabalho e estou vendo como o mundo da música vai evoluindo. A gente vai adaptando àquilo que a gente gosta de fazer, o que temos de herança para o agora e acho que isso faz com que as coisas aconteçam dessa forma."

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