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16/09/2015 07:36

Disco de vinil, lona e extintor exaltam arte de rua em exposição

Uma mistura de técnicas sofisticadas e materiais descartados resultou na “Conexo”, exposição do artista Rafael Mareco, 22 anos, que está aberta a visitação até o próximo sábado (19) na Galeria de Vidro da Plataforma Cultural, com entrada gratuita. Entre as obras, estão os extintores de incêndio, painéis de lona e discos de vinil que receberam desenhos e cor, unindo diferentes processos de pintura e impressão, mas que identificam uma forte influência da cultura de rua, uma constância na curta e produtiva trajetória artística do jovem.

Segundo a própria definição da mostra, a “mixagem” desses materiais de fácil acesso com softwares de manipulação de imagem, uso de impressoras UV e cortes a laser surgiu intuitivamente. “O desenho permeia a pintura, que permeia o vinil e o digital, de maneira quase inevitável. O próprio nome ‘Conexo’ dá a entender esse agrupamento organizado/desorganizado”, diz Mareco. Todas as obras presentes na exposição também estão a venda, mas alguns já tem dono desde o dia de abertura.

 Foto: Deivid Correia

Foto: Deivid Correia 

O artista também é reconhecido por suas pinturas em grafite em muros e painéis da cidade, pela produção audiovisual e pelo uso da técnica de videomapping, a qual estuda há quatro anos, desde que participou de um workshop no curso de Artes, na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Esse trabalho consiste em reproduzir uma imagem digital em uma determinada superfície, como paredes e fachadas, através de um equipamento próprio que propaga e amplia a luz. “Primeiro, tiro a foto do local, faço as medidas no computador e depois encaixo a projeção”, resume o processo.

“Até hoje tento entender o porquê de ‘fazer arte’. Talvez fosse o caminho mais natural, sempre desenhei, tive alguns exemplos na família que me inspiraram. Não poderia ser outra coisa”, diz Mareco, que conta que até pensou em ser músico, mas desistiu logo que identificou que o talento fluía melhor com o spray de tinta na mão.

Foto: Deivid Correia

Foto: Deivid Correia 

 

De fato, a vida de artista tem obstáculos particulares a quem escolheu por essa rotina, especialmente em uma região do país com certa distância – geográfica, em volume de incentivo financeiro e de público - dos grandes centros urbanos. Como transformar a própria obra em retorno financeiro nem sempre é fácil, foi criado um coletivo para unir artistas com influências parecidas, e que Mareco faz parte.

VivaRua

O Coletivo VivaRua existe desde abril de 2014 e surgiu pela “junção de seres criativos”, como conta a produtora Lidiane Lima. “Criamos o coletivo pra potencializar o trabalho de artistas, fomentar a renda e proporcionar diversão e inspiração, ocupando a cidade com um movimento que muitas vezes é marginalizado, como a cultura das ruas”, explica.

Mareco afirma que nem sempre esse ‘gênero’ artístico é valorizado, mas ressalta que a organização e união têm sido importantes para trazer mais reconhecimento a esse grupo. “Acho que mudou o olhar de muitos em relação ao meu trabalho e de outras pessoas, que contribuem cada uma a sua maneira, com seu estilo, difundindo a cultura do skate e produzindo coisas além do grafite”, diz.  

Foto: Deivid Correia

Foto: Deivid Correia 

O coletivo tem sido chamado para difundir a cultura de rua através de palestras, oficinas e mostras em diversos bairros, escolas e festivais na Capital e no interior do Estado. “A gente tem conseguido também, por exemplo, transformar olhares de pessoas mais velhas e mudar a realidade daquele jovem que se identifica de alguma forma com o que vê. Isso é muito enriquecedor”, diz Lidiane.

  

Serviço:


A exposição “Conexo” é oportunizada pela Fundac (Fundação Municipal da Cultura) e está aberta a visitação até a sexta-feira, dia 19 de setembro. A Galeria de Vidro da Plataforma Cultural fica na Avenida Calógeras, esquina com a Mato Grosso, próxima a Feira Central.


Os horários para visitação são:
Terça e quinta das 08 às 11h e 13h às 18h.
Quarta e sexta até as 20h.
Sábado das 16h às 21h.

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