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Em Campo Grande, Alessandra Maestrini e Mirna Rubim cantam sobre uma mente brilhante

Capital encerra temporada da peça obra-prima de Miguel Falabella que trata sobre o autismo, no próximo sábado (3); História vai virar filme

01 novembro 2018 - 17h45Por Amanda Amaral
Em Campo Grande, Alessandra Maestrini e Mirna Rubim cantam sobre uma mente brilhante

Delicadeza, amizade e música são os elementos que narram a história de Sarah Leighton na peça ‘O Som e a Sílaba’, de Miguel Falabella, em última apresentação de 2018 que acontece em Campo Grande no sábado (3), no Palácio Popular da Cultura. As protagonistas Alessandra Maestrini e Mirna Rubim unem suas vozes e sensibilidades nos papeis criados especialmente para elas.

Em entrevista ao TopMídiaNews, elas contam um pouco sobre o espetáculo musical que é considerado pelo diretor como sua obra-prima, que trata sobre a Síndrome de Asperger, tida como uma forma de autismo. ‘Transformadora’, concordam como termo comum para resumir a peça.

Mostrando seu talento vocal, Alessandra relata série de aprendizados com a personagem Sarah. Anos atrás, a atriz ficou conhecida pelo grande público como a empregada doméstica paranaense ‘Bozena’, que ganhou o país com o bordão ‘lá em Pato Branco...’ na série Toma Lá Dá Cá, da Rede Globo, também dirigida por Falabella.

(Foto: Divulgação)

A ideia de uma peça para mostrar sua voz surgiu nesse auge televisivo, quando o amigo e diretor a viu ensaiar técnicas vocais com Mirna Rubim. “Ele falou ‘você tá doida?’ Acha que se eu tivesse uma voz como essa eu ia estar na TV fazendo palhaçada? Vai pra Europa ganhar em euro!’”.

Encantado também com o talento de Mirna, criou personagens para as duas, que mostra a cumplicidade na relação professor e aluno, além de mostrar como é uma vida peculiar no espectro autista.  “A gente fica numa busca de enquadrar as pessoas numa ‘lata de sardinha’, mas ninguém é igual. Hoje já se sabe que as mentes têm predileções diferentes, mentes especiais e a peça joga uma luz nessa questão”, diz Rubim.

“A maneira como o Miguel conseguiu construir é tão leve, tão deliciosa, emocionante e transformadora. Tudo é diferente, uma obra-prima é isso, nunca se fez nada igual. As palavras que a gente ouve do público são as melhores possíveis”, completa Alessandra.

Após um ano e meio de apresentações, a história ganhou os principais prêmios de teatro do país, rendeu ótimas críticas e vai virar filme em breve. Portanto, o espetáculo é como ‘um olharzinho no meio da fechadura’, convida Maestrini. “Você ri, chora, se emociona e aprende. O toque de comédia e leveza abre a guarda das pessoas ao abordar sobre esse assunto, uma inteligência especial”, finaliza.

O espetáculo

A peça retrata a história de Sarah Leighton, uma mulher com diagnóstico de autismo altamente funcional – uma savant, com habilidades específicas em algumas áreas (entre elas, a música), e sua relação com Leonor Delis, sua professora de canto. Após a morte dos pais, Sarah busca alguém que lhe ajude a dar algum sentido à sua vida. A jovem tem consciência de suas limitações nas relações pessoais e sabe que precisa romper as barreiras da síndrome para se ajustar ao mundo lá fora. Em sua busca por autonomia, ela lista suas habilidades, entre elas, o cantar. 

As protagonistas convidam os leitores do TopMídiaNews para o espetáculo:

Serviço

“O Som e a Sílaba”, de Miguel Falabella

Sábado, 3 de novembro, às 20h

Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo (Palácio Popular da Cultura).

Ingressos a partir de R$ 40 pelo site www.realizashows.com.br.