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22/06/2014 06:00

Em Dia Mundial do Fusca, apaixonado supera trauma e conquista até namorada a bordo de clássico

Amantes

A lateria curvada, as diferentes cores e o porta-malas na parte da frente fazem do Fusca um carro singular. As diferenças acabaram conquistando muitas paixões, o que o fez chegar a ser o automóvel mais vendido do mundo.  Com nome oficial de Volkswagem Sedan, o carro foi o primeiro fabricado pela companhia alemã e teve o último modelo produzido em 2003, no México. Os exemplares que restaram mundo a fora foram suficientes para alimentar o amor infinito sentido pelo automóvel que tem o dia 22 de junho totalmente dedicado a sua homenagem.


Apesar dos inúmeros carros modernos que circulam pelas ruas de Campo Grande, a cidade não fica isenta de abrigar apaixonados por essa gracinha que teve os primeiros modelos fabricados em 1932. Entre eles, está o bacharel em Direito, Junior Collis, 25 anos. Para ele, o carro passou de um trauma para uma paixão. “Quando tinha 3 anos de idade eu fui atropelado por um Fusca. Desde então, passei a morrer de medo. Não consegui nem ver este carro. Mas por ironia do destino ele passou a ser uma das minhas maiores paixões”, relembra.

(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)


A reconquista do Fusca aconteceu quando Junior tinha 17 anos. Porém, nos primeiros momentos ele sentiu na pele os percalços enfrentados por quem opta em ter este tipo de veículo. “Meu primeiro Fusca não andava. Ficou sempre na oficina. Não consegui recuperá-lo e acabou nunca rodando por que não tinha dinheiro para arrumá-lo”.


As dificuldades fizeram o bacharel procurar por uma moto para se locomover, porém ele foi enfeitiçado por outro fusquinha que encontrou a venda pela internet, em 2011. Desde então, Junior tornou concreto o sonho e também iniciou a saga que muitos já previam. “Encontrei ele todo detonado e tive que ir arrumando aos poucos. Foi uma relação de tapas e beijos. Por que ele sempre me deixava na mão”, conta.


Persistindo na paixão e trocando ideias com os amantes que fazem parte da Confraria Apaixonados por Fuscas, Junior aprendeu as manhas e a dominar este objeto temperamental. “A manutenção é muito barata. Com alicate, arame e chave de fenda você está munido das ferramentas essenciais. Depois que você dá a partida, ele vai onde você quiser”, garante.


Com os problemas técnicos superados, agora o desafio era arranjar uma companheira que topasse ir às baladas a bordo do que muitos ainda consideram motivo de constrangimento. Como a paixão pelo carro vem antes de qualquer outra, Junior dispensou muitas até encontrar a estudante de Educação Física, Evelyn Bezerra, 20 anos. “Na verdade, é bem raro as meninas gostarem, mas ela adora e, inclusive, dividimos a direção dele”, comprova.


(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)


Desde então, o Fusca ano 68 passou a ser o ninho de amor do casal que costuma utilizar o carro mais aos fins de semana para conservá-lo. Mesmo assim, a preocupação com o visual do automóvel é essencial. Inspirado em modelos ‘gringos’, Junior optou por adesivá-lo com a logo de uma marca de cerveja. “Optei por isto para combinar com as rodas do Fusca. Sempre tento deixar o mais diferente possível”, afirma.


Em comemoração ao Dia Mundial do Fusca, Junior participou junto com outros 60 amantes de uma ‘fusqueada’ organizada pela Confraria do Fusca, na manhã deste sábado (21). A concentração ocorreu no Horto Florestal de Campo Grande e depois os Fuscas seguiram em carreata pelas ruas Fernando Corrêa da Costa, Padre João Cripa, Maracaju, Ernesto Geisel, até o Shopping Norte Zul Plaza, onde os veículos ficaram expostos.

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