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02/09/2014 07:15

Em terra do sertanejo, dança de rua tem cena antiga e semana especial de programação

Street Dance

As influências da dança de rua são tantas que até mesmo os passos de chamamé e rasqueado, ritmos típicos do Mato Grosso do Sul, correm os riscos de serem incorporados em suas coreografias. Tal pluralidade da dança popular surgida nos Estados Unidos, aliado ao Hip Hop, é talvez o que explica a sua identificação por diversos bailarinos mundo a fora. Em Campo Grande, o Street Dance, como também é chamado, tem cena antiga e eventos exclusivos para celebrar e difundir o gênero.


Completando dez anos de lançamento em 2014, o MS Street Dance se tornou o maior evento de danças urbanas do Centro-Oeste. De acordo com o coreógrafo e diretor, Edson Clair,50 anos, a década de existência proporcionou aos campo-grandenses contato com grandes nomes da dança nacional e internacional, como Brayan Tanaka, coreógrafo das cantoras Beyoncé e Rihana, e B-Boy Neguin, que já foi eleito o melhor do mundo. " Atualmente o evento reúne de 500 a 700 pessoas de todo o Brasil", ressalta Clair.


(Foto: Diogo Gonçalves/ divulgação MS Street Dance)

(Foto: Diogo Gonçalves/ divulgação MS Street Dance)


Dançando desde os 14 anos de idade e apaixonado pela dança de rua há 25,  Edson Clair afirma que enfrentou e enfrenta um verdadeiro caminho das pedras para consolidar o evento em Campo Grande. "Começamos com a realização de um sonho de fazer algum evento como os que víamos fora do estado. Começou pequeno e esse movimento foi crescente", explica. Neste ano, o evento tem apoio da Caixa Econômica Federal.


Na edição 2014, a programação de workshops reúne do indispensável Hip Hop, de Márcio Alves, ao ballet clássico de Valéria Mattos, passando pelos movimentos precisos de Octávio Nassur e pelo toque house de Tati Sanchis. As competições trazem um número inimaginável de grupos de Mato Grosso do Sul.


Na raiz


Se o MS Street Dance dialoga com o que há de mais contemporâneo na dança de rua, o Urban Champ aposta nas origens deste gênero para atrair público e premiar dançarinos. De acordo com Márcio Oliveira, 27 anos, diretor e coreógrafo, responsável pela realização do evento, as batalhas de break são o diferencial. "As batalhas pegam na raiz do Hip Hop, quando gangues disputavam territórios por meio da dança", explica.


(Foto: Diogo Gonçalves/ divulgação MS Street Dance)

(Foto: Diogo Gonçalves/ divulgação MS Street Dance)



O improviso é a peça central das batalhas exigindo do bailarino agilidade e muita pesquisa na execução dos movimentos. "Tudo é aleatório. Nada é combinado. O Dj pode tanto tocar tanto uma música atual, como dos anos 70. Por isto, o conhecimento tem que ser bem amplo", explica Márcio. E tudo isto é feito sem fazer qualquer distinção de gênero. No break, homens e mulheres batalhão em pé de igualdade.


Apesar de ser natural de Mato Grosso, Márcio está em Campo Grande há nove anos e há três desenvolve o Urban Champ, que atualmente conta com a inscrição de cerca de 200 bailarinos. Dançando desde os 10 anos de idade, o coreógrafo foi obrigado a parar de competir em 2008, após uma lesão no joelho. Sem poder batalhar, ele apostou na criação do evento para dar oportunidade tanto a jovens de periferia, onde atuou com projetos sociais, a dançarinos de academias da capital.


Serviço: O MS Street Dance ocorre de 5 a 7 de setembro, na Concha Acústica Família Espíndola na Praça do Rádio Clube. Para mais informações é só acesso o site: http://mssdf.com.br/. O Urban Champ será realizado nos dias 6 e 7 de setembro na Praça do Rádio Clube e no Armazém Cultural. Mais informações através do da página: https://www.facebook.com/cgurbanchamp.battle?fref=ts.

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