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Grafite derruba preconceitos na Capital

Arte urbana

12 outubro 2013 - 10h55Por Willian Leite/ Schimene Weber

O grafite, forma de manifestação artística em espaços públicos, muitas vezes é confundido com o ato vândalo de pichação, praticado por jovens infratores que acabam depredando espaços públicos e prejudicando a estrutura e a imagem do local. A discussão é longa sobre o que vem a ser arte e vandalismo. Muitas vezes, o preconceito está nos olhos de quem vê.


Mas em Campo Grande uma grata surpresa de reconhecimento artístico é constante para quem passa na Rua Luis Ceciliano Vilares, nº 161, na Vila Glória. Lá reside o senhor Henrique, que tem os muros de sua casa grafitados por universitários e graduados há, aproximadamente, 6 anos.


Nicholas Ferdinand, 23, cursa o segundo semestre de Produção e Multimídia, pratica a arte do grafite há nove anos e assume que essa atividade é apenas um hobby, ressaltando a influência dos pichadores até mesmo em seus trabalhos artísticos. "O grafite vem da pichação, e os pichadores também valorizam a nossa arte e o nosso trabalho, respeitando o espaço de cada um, e vice-versa". Nicholas ainda diz que todos os desenhos feitos nos muros do senhor Henrique são autorizados pelo proprietário da casa.


Quando questionado sobre as dificuldades que encontram para apresentar a arte, Nicholas disse que já recebeu respostas negativas, "por questões de preconceito, de confundir com marginalização. Ultimamente até a Polícia está mais tranquila, os PMs pararam de perguntar.". 


Agora, levando em consideração as boas surpresas que o hobby de Nicholas trouxe para a sua vida, está sua esposa Patrícia Miranda, de 22 anos, que é formada em Artes pela UFMS. Eles se conheceram através do grafite. Ela, além de grafiteira, é artista plástica e ministra aula de Artes na Escola Municipal Manoel Inácio de Souza e no Instituto Ana Borges, mais conhecido como "O Casulo".


Jorge Mendonça, chamado pelos amigos de "Gnomo", é formado em História pela UCDB e está oficialmente no movimento desde 2002. Entre as suas obras de destaque, estão os grafites feitos na CUFA (Central Única das Favelas), em 2008 e 2009. 


Outro participante do grupo é Giullianno Roberto, mais conhecido como "Giu Beto", que há 5 anos está envolvido no movimento do Grafite e há 2 realiza o trabalho profissionalmente. Giu é recém formado em Publicidade e Propaganda pela UNIDERP e ministra aula de grafite no município de Porto Murtinho, onde é financiado há 3 meses pela Secretaria da Juventude, que doa o material para que os grafiteiros ponham as idéias no papel, ou melhor dizendo, nas ruas.


O muro da residência do senhor Henrique possui 15 metros de comprimento. Às 12h30, eles iniciaram o trabalho... Surpreendentemente, às 15h30, terminaram. 

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