Menu
sexta, 27 de novembro de 2020
Algo mais

Grafite derruba preconceitos na Capital

Arte urbana

12 outubro 2013 - 10h55Por Willian Leite/ Schimene Weber

O grafite, forma de manifestação artística em espaços públicos, muitas vezes é confundido com o ato vândalo de pichação, praticado por jovens infratores que acabam depredando espaços públicos e prejudicando a estrutura e a imagem do local. A discussão é longa sobre o que vem a ser arte e vandalismo. Muitas vezes, o preconceito está nos olhos de quem vê.


Mas em Campo Grande uma grata surpresa de reconhecimento artístico é constante para quem passa na Rua Luis Ceciliano Vilares, nº 161, na Vila Glória. Lá reside o senhor Henrique, que tem os muros de sua casa grafitados por universitários e graduados há, aproximadamente, 6 anos.


Nicholas Ferdinand, 23, cursa o segundo semestre de Produção e Multimídia, pratica a arte do grafite há nove anos e assume que essa atividade é apenas um hobby, ressaltando a influência dos pichadores até mesmo em seus trabalhos artísticos. "O grafite vem da pichação, e os pichadores também valorizam a nossa arte e o nosso trabalho, respeitando o espaço de cada um, e vice-versa". Nicholas ainda diz que todos os desenhos feitos nos muros do senhor Henrique são autorizados pelo proprietário da casa.


Quando questionado sobre as dificuldades que encontram para apresentar a arte, Nicholas disse que já recebeu respostas negativas, "por questões de preconceito, de confundir com marginalização. Ultimamente até a Polícia está mais tranquila, os PMs pararam de perguntar.". 


Agora, levando em consideração as boas surpresas que o hobby de Nicholas trouxe para a sua vida, está sua esposa Patrícia Miranda, de 22 anos, que é formada em Artes pela UFMS. Eles se conheceram através do grafite. Ela, além de grafiteira, é artista plástica e ministra aula de Artes na Escola Municipal Manoel Inácio de Souza e no Instituto Ana Borges, mais conhecido como "O Casulo".


Jorge Mendonça, chamado pelos amigos de "Gnomo", é formado em História pela UCDB e está oficialmente no movimento desde 2002. Entre as suas obras de destaque, estão os grafites feitos na CUFA (Central Única das Favelas), em 2008 e 2009. 


Outro participante do grupo é Giullianno Roberto, mais conhecido como "Giu Beto", que há 5 anos está envolvido no movimento do Grafite e há 2 realiza o trabalho profissionalmente. Giu é recém formado em Publicidade e Propaganda pela UNIDERP e ministra aula de grafite no município de Porto Murtinho, onde é financiado há 3 meses pela Secretaria da Juventude, que doa o material para que os grafiteiros ponham as idéias no papel, ou melhor dizendo, nas ruas.


O muro da residência do senhor Henrique possui 15 metros de comprimento. Às 12h30, eles iniciaram o trabalho... Surpreendentemente, às 15h30, terminaram. 

Leia Também

Vídeo: Marquinhos dá início a toque de recolher e quer 'ação de conscientização'
Cidade Morena
Vídeo: Marquinhos dá início a toque de recolher e quer 'ação de conscientização'
Motociclista 'lançado' por carro na Ceará morre na Santa Casa
Cidade Morena
Motociclista 'lançado' por carro na Ceará morre na Santa Casa
No dia do aniversário, operário é atingido por barra de ferro e morre em Nova Alvorada do Sul
Interior
No dia do aniversário, operário é atingido por barra de ferro e morre em Nova Alvorada do Sul
Vídeo: casa onde chargista foi esquartejado passa por exame com luminol no Monte Castelo
Polícia
Vídeo: casa onde chargista foi esquartejado passa por exame com luminol no Monte Castelo