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Inclusão de pessoas especiais: o que falta no mercado é 'acessibilidade humana'

25 setembro 2015 - 08h37Por Kamila Alcântara

Na semana do Dia da Inclusão Profissional de Pessoas com Deficiência, idealizado pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), quem trabalha diretamente com a inclusão de pessoas especiais acredita que ainda há preconceito e falta "acessibilidade humana" entre os companheiros de trabalho.

Para entender, no dia 25 de setembro é comemorado oficialmente o "Dia D" da inclusão de pessoas com deficiências, físicas e intelectuais, no mercado de trabalho. A Pestallozzi de Campo Grande trabalha com  a capacitação, inclusão e acompanhamento de pessoas especiais no mercado, mas todas as campanhas não estão sendo suficientes para desmistificar o assunto nas grandes empresas.  

“É importante falarmos em relacionamento, pois muitas empresas estão apenas preocupada em cumprir a lei de cotas para pessoas especiais, mas não preparam os outros funcionários para receber a pessoa especial. O que adianta um empresa dentro da lei de cotas que não é acolhedora? Muitas vezes só pensam em condições de acessibilidade motora, de ir e vir, não a acessibilidade humana, a inclusão", explica o coordenador do Programa de Formação de Trabalho da Pestalozzi, Marcelo Brito dos Santos.

Com 48 empresas parceiras e 92 jovens empregados, a instituição vê que os resultados de anos de trabalho estão aparecendo, mas não de uma hora para a outra. "Conseguimos tirar, com os cursos de capacitação e acompanhamento, a pessoa especial dos serviços braçais e trazer para a área adimistrativa, de telefonista ou atendente", explica a psicopedagoga Janeta dos Santos.

Janeta diz ainda que o acompanhamento desses jovens precisa ser constante para manter a igualdade. "Nós encaminhamos para o mercado de trabalho os adolescentes de 16 anos, como menor aprendiz, aí a contratação é depois dos 18. Nós sempre reunimos os alunos e as empresas uma vez por mês para fazer o acompanhamento, saber como está o desenvolvimento. Lutamos também para que o emprego seja como os outros, com carteira assinada, o mesmo salário, igual para todos".

Apesar de todos esses cuidados e acompanhamentos, os resultados não vem de forma rápida. "Vemos que eles conquistam a independência dos pais ou da família. Muitos entraram aqui completamente dependente de outras pessoas e, após ser encaminhado para um emprego, até se casou", conclui Janeta.