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Empatia

16/08/2025 07:00

Mãe emociona com carta aberta após viver preconceito com filhas atípicas em Campo Grande

Após sofrer preconceito no transporte coletivo, Kelly Borges escreveu carta que viralizou entre mães e expôs os desafios emocionais

Mãe de duas meninas especiais, Kelly Borges compartilhou uma carta aberta sobre suas experiências e com palavras de conforto a outras mães que vivem na pele a mesma situação. O texto, que viralizou em grupos de mães atípicas, surgiu após um episódio de preconceito vivido por ela e a filha caçula dentro de um ônibus em Campo Grande.

Após sair do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) com a filha de 10 anos, diagnosticada com TDAH e autismo, Kelly ouviu de uma passageira que o colar usado pela menina era apenas um pretexto para sentar. "Falta empatia. Tem gente que vê mãe com criança em pé e não oferece o lugar, mesmo sendo lei. Isso machuca. Não é só no transporte, mas na vida", desabafa.

Além da caçula, Kelly é mãe de mais três filhos, incluindo outra menina atípica, de 13 anos, que tem deficiência intelectual, TDAH e epilepsia.

"A mais velha foi diagnosticada cedo. Já fazia acompanhamento médico pela epilepsia e, aos oito para nove anos, ainda não sabia escrever o nome. A médica pediu exames com a neuro, confirmamos com laudo e começamos a medicação. Já a mais nova apresentou dificuldade na escola, não aceitava crianças por perto e até se tornava agressiva. Fizemos os mesmos testes e confirmamos o diagnóstico", conta.

A rotina da família é toda organizada para atender as necessidades médicas e escolares das meninas. Uma estuda de manhã e a outra à tarde, para que a mãe consiga levar as duas às consultas e terapias. Por conta disso, Kelly não trabalha fora e se dedica integralmente ao cuidado dos filhos, com o apoio do marido.

Na carta aberta que viralizou, ela descreve o peso invisível que muitas mães carregam:

"Nós, mães de criança especial, passamos por crises de ansiedade, sofrimentos internos, críticas das pessoas e olhares maldosos. Temos uma força imensurável, mas muitas vezes aguentamos caladas porque nossos filhos dependem de um sorriso, de um abraço, de ouvir que estamos com eles nos momentos de crise", frisa.

A publicação rapidamente repercutiu e se tornou um espaço de acolhimento para outras mães que enfrentam olhares tortos e julgamentos precipitados. "Não precisamos de dinheiro, muitas vezes precisamos apenas de uma palavra de conforto. Que possamos ser fortes a cada dia mais", conclui Kelly.

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