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Monumentos de Campo Grande contam histórias ignoradas na correria do dia a dia

De pássaros, sobá e tereré gigantes a rostos não tão familiares. Você conhece os principais cartões-postais da Capital?

27 outubro 2018 - 09h30Por Amanda Amaral

Terra de céu azul, por vezes turquesa, do ipê, das tantas espécies de pássaros e de tanta herança cultural de diferentes cantos. Campo Grande tem parte dessa história contada através de monumentos erguidos pela cidade, mas que muita gente pode nem saber do que se trata.

Alguns são homenagens a personalidades que marcam o surgimento da cidade ou se tornaram símbolo da essência de Mato Grosso do Sul. Outros fazem lembrar as marcas da gastronomia, da natureza, dos costumes ou imigração.

O monumento da Maria Fumaça é o mais recente, instalado em forma de um vagão de trem pendente e em tamanho real na Orla Ferroviária, na Avenida Calógeras. Também em 2018, foi reinaugurado Relógio Central da Avenida Afonso Pena, que marca a região onde tudo começou em Campo Grande.

Personalidades

Criador do município, José Antônio Pereira é memória presente em diversas regiões. No canteiro central da Avenida Afonso Pena, esquina com a Calógeras, há um busto em sua homenagem, encomendada pela colônia libanesa.

José Antônio Pereira, Avenida Afonso Pena com Calógeras

Ainda na principal avenida da Capital, esquina com a rua que leva o nome de Pereira, o obelisco foi inaugurado em 1933 pelo Prefeito Ytrio Corrêa da Costa e leva um medalhão com o rosto do desbravador.

O monumento Carro de Boi, construída na gestão do Prefeito Juvêncio Cesar da Fonseca, também é uma homenagem a ele. Entre as Avenidas Fernando Corrêa da Costa e Ernesto Geisel, na confluência dos córregos Prosa e Segredo, o local foi onde Pereira teve seu primeiro rancho.

Na Avenida Guaicurus, em frente onde um dia foi sua residência, José Antônio Pereira é lembrado em estátua junto à sua família. Hoje, o local funciona como um museu.

O poeta Manoel de Barros também aparece em dois locais diferentes. Sentado à espera de uma companhia no sofá de bronze no canteiro central da Avenida Afonso Pena e rodeado da natureza que sempre foi homenageada em seus versos na Praça Pantaneira, onde fica também a Prefeitura Municipal.

Manoel de Barros, na Avenida Afonso Pena

Na Praça da República, também conhecida como Praça do Rádio Clube, se encontra a estátua de Vespasiano Barbosa Martins, que foi prefeito do município.

Estátuas gigantes

Na categoria dos elementos gigantes, as homenagens são diversas. Na Feira Central, na Rua 14 de Julho, Centro, está o sobá, símbolo da culinária campo-grandense e uma herança direta dos japoneses.

O tereré, bebida que mata o calor do sul-mato-grossense, turistas e é herança do povo paraguaio, virou estátua na Avenida Duque de Caxias, bairro Amambai. Na mesma avenida, em frente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, os tuiuiús relembram o pantanal e, em frente à Base Aérea Militar, o monumento Aviador celebra as forças militares.

As araras, azuis ou vermelhas, colorem a Praça Cuiabá, mas que ficou conhecida mesmo pelo nome da espécie dessas aves. O local fica entre as ruas Dom Aquino, João Rosa Pires e Terenos. 

Praça do Papa, no Santo Amaro

Na Praça dos Imigrantes, conhecida também como Praça do Artesão, a estátua de uma mulher confeccionando vasos de cerâmica com uma criança é uma homenagem à profissão. O local fica na rua Rui Barbosa, entre as ruas Barão de Melgaço e Joaquim Murtinho, Centro.

Já na Praça do Papa, uma estátua de João Paulo II relembra a visita do pontífice na Capital. Atrás dele, há quadros com os nomes de quem já ocupou a posição de líder da igreja católica.

Outros endereços

Construído em comemoração aos 70 anos da imigração japonesa no Brasil em 1979, o monumento na Praça do Rádio é em forma de uma típica casa do país oriental homenageia a comunidade vinda do Japão para Campo Grande.

A religiosidade vinda da África é homenageada através da simbologia da umbanda na figura do Preto Velho, em estátua na praça que leva o mesmo nome na Avenida Fábio Zahran, Vila Progresso.

Praça Pantaneira, na Avenida 25 de Dezembro

Os povos indígenas de Mato Grosso do Sul são homenageados em monumentos no Parque das Nações Indígenas, um dos principais cartões-postais de Campo Grande. No centro do lago, está um índio guaicuru em seu cavalo e em outra área do parque há o Monumento à Zarabatana, que é uma construção com aproximadamente 12 metros.

O monumento Cabeça de Boi, na Avenida Duque de Caxias, esquina com a Júlio de Castilho, foi inaugurado em 1996 e marca o local onde chegaram as primeiras famílias de migrantes em Campo Grande, que vieram de Minas Gerais desbravar a região.

Portanto, mesmo na correria do dia a dia, a dica é olhar para a cidade e aprender um pouco mais com cada pedaço de história que ela contar.