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Camara Maio

Mulherada fala dos erros mais comuns no fim do relacionamento

Quando o amor acaba

9 FEV 2014
Renan Gonzaga
06h00min
(Foto: Reprodução/Internet)

Deveria ser simples, já que o fim da relação é momento certo para você refletir e fazer as mudanças acontecerem de verdade. “Durante o namoro a gente deixa a individualidade de lado. Vive, realmente, uma vida a dois. Então, a primeira atitude a se tomar é voltar a pensar em você mesma, em seus planos”, aconselha Sabrina Martins, estudante de enfermagem.


“A gente cai mesmo em armadilhas por causa da carência, para dar um fim a tristeza. É um efeito que funciona, só que é coisa de momento”, completa a jovem de 23 anos. Para ela, não é uma atitude sensata substituir quem está faltando pela primeira pessoa que encontrar. O luto é algo para se respeitar, aprender a pensar, rever as atitudes e principalmente aceitar o fim.


A operador de telemarketing, Bárbara Rezende, teve que passar por várias situações como essas até aceitar sua nova vida de solteira, depois de quase quatro anos e meio de namoro. “Eu só queria beber muito e sair todos os dias, de segunda a segunda”, relembra.


Se relacionar com outras pessoas, ou "pegar geral" em todas as festas como ela diz, também foi uma das experiências pelas quais Bárbara passou. Ela revela que se sentia mal, com a autoestima baixa, que sempre queria alguém por perto. Foi a forma que a jovem encontrou para provar muitas coisas para si mesma, como ser capaz de viver bem sem o ex, por exemplo.


Beber todos os dias com as amigas é uma saída para as solteiras. (Foto: Reprodução/Internet)

Porém, se envolver com alguém após o término do namoro nem sempre é considerado um erro, pelo menos no caso da bióloga Fernanda Vieira. “Depende da intenção. Eu que não quis começar um novo amor por causa da carência, ou para não ficar sozinha. Eu realmente me interessei pelo meu atual namorado”, explica.


Segundo ela, para da certo o novo relacionamento, a principal atitude a se tomar é não fazer uma “transferência”, ou seja, não procurar no novo pretendente as mesmas características, sejam físicas ou comportamentais, e semelhanças com o antigo parceiro.


Outro erro comum, afirma Fernanda, é culpar apenas um dos lados. “Quando meu relacionamento acabou eu não fiquei como a vítima da história, porque a responsabilidade foi minha e dele. Esse tipo de autoavaliação é muito importante na hora de lidar melhor com a situação”, ressalta.


Bárbara considera seu pior erro quando começou a assombrar a vida do ex. Ela queria manter contato de todas as formas com a família dele, e na época chegava até a se convidar para almoçar na casa da ex sogra. Também costumava stalkear (cuidar das redes sociais) o Facebook e o Twitter do antigo amor. Mas no final acabava ficando mais triste, imaginando que ele estava melhor, se divertindo em festas, sem pensar nela.


No final, todas aprenderam uma lição: O importante é não se desesperar com a solidão. “A vida não se resume a estar sempre com alguém. Quando fiquei sozinha comecei a me entender mais, o que foi fundamental para perceber que sou independe. Me envolvi mais com a família e amigos também e hoje não estou mais em uma procura eterna pela outra metade da laranja, e sim pela minha felicidade”, conclui Sabrina.

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