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Dia Internacional da Mulher

Mulheres guerreiras contam como conciliam rotina profissional e familiar

Com jornada dupla ou tripla, mulheres detalham como conseguem lidar com tudo

08 março 2020 - 11h25Por Nathalia Pelzl

Mãe, esposa, profissional e muito mais em uma só pessoa, quantas obrigações e pressões uma mulher enfrenta no dia a dia, jornada dupla,  tripla, como dar conta de tantas coisas? Boa pergunta e, pensando nisso, o TopMídiaNews, neste Dia Internacional da Mulher, conversou com três que começam o dia, muitas vezes, antes do sol nascer.

Nossa primeira personagem tem apenas 23 anos, trabalha com recepcionista, tem um filho de 8 anos, marido e ainda concilia tudo com uma rotina fitness. Sempre de bom humor, Annalice Aparecida da Silva Rondon, teve que aprender à ‘se virar’ desde muito nova.

“Meu filho tem 8 anos, casei aos 16. Essa foi uma experiência que me mudou completamente minha vida, não é nada fácil, existe muita mais dificuldade quando é nova, ainda hoje muitas pessoas julgam. Hoje levanto, arrumo meu filho para ir pro colégio, os materiais, café da manhã, me arrumo para ir no serviço, depois levo ele  para escola, depois vou para o serviço e por ai vai”, garante.

Assim como ela, a auxiliar de educação infantil Caroline de Souza Santa Cruz, 39 anos, também começa o dia no ‘220’.

“Acordo às 05h45min, faço lanche do filho, às vezes o café porque geralmente quem faz e meu esposo que levanta às 5h, arrumo meu almoço, acordo meu filho e vamos embora”.

As duas, quando questionadas sobre como dão conta de tudo, param para pensar na resposta. Annalice é a primeira a responder.

“Essa pergunta como eu consigo lidar com tudo me pegou, nem eu sei como eu consigo, vou tentando conciliar tudo e aproveitar as oportunidades para deixar tudo em ‘ordem’. No meu horário de almoço, como volto pra casa, meu esposo faz o almoço porque ele chega primeiro que, ai nesse intervalo dou uma ajeitava nas coisas, volto pro serviço, saio as 18h pego meu filho no colégio, deixo com o pai dele e vou a academia, tento ir pelo menos 3 vezes na semana”, pontua.

Caroline também diz não saber como dá conta de tudo, no entanto, garante que ter um esposo companheiro faz a diferença.

“É muito cansativo, mas tudo que faço e intenso e cheio de amor, no fim do dia, volto a atenção ao grande homem e companheiro que tenho Edilson Marcelino, porque graças a ele ainda consigo descansar, pois ele colabora muito nos afazeres domésticos”.

Na contramão da rotina de Annalice e Caroline, a pedagoga e motorista Daniella Brandão, 43 anos, cuida dos dois filhos sozinha, após se divorciar do marido.

Muita das vezes, segundo ela, precisa levar as crianças, de 5 e 2 anos, para o trabalho.

“Eu trabalho fora, sou motorista profissional de entregas, cuido dos meus 2 filhos, João Pedro de 5 anos e Arthur de 2 e cuido da casa, não vivo mais com o pai deles, mas temos uma boa convivência. Eu concílio meu trabalho com o horário da escola e quando não tem jeito levo eles comigo”, garante.

Um ano após vencer o câncer de útero, Daniella gosta mesmo é da ‘correria. Além dos afazeres de rotina, ela acompanha os filhos nas atividades, como futebol.

“Duas vezes na semana vamos às aulas da escola publica de futebol ainda. Quando chegamos em casa, enquanto eles tomam banho eu faço janta, enquanto jantam eu lavo roupa. Depois que dormem eu dou uma ajeitar a na casa e organizo o que puder para o dia seguinte”.

Como precisa levar os filhos em algumas entregas, Daniella relata que vê algumas pessoas com ‘olhar de julgamento, mas ela garante que ignora e segue em frente pelo bem-estar dos filhos.

“Sinto o julgamento principalmente quando preciso levar eles comigo, algumas pessoas dizem que não é justo com eles, mas eu preciso trabalhar para oferecer o que eles precisam, e não tenho com quem deixá-los. Então, eu ignoro e sigo em frente”, finaliza.

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