A Morada dos Baís é um dos principais museus e centros culturais de Campo Grande, localizado bem na região central da cidade, na avenida Afonso Pena, já possui mais de 100 anos de construção. Foi uma residência, depois uma pensão, depois lotérica e agência dos correios. Porém, há 20 anos, o espaço é destinado apenas as artes.
O prédio onde hoje é a Morada dos Baís, um dos primeiros sobrados de alvenaria de Campo Grande, foi construído no começo do século passado, entre 1913 e 1918, e serviu de moradia para família de Bernardo Franco Baís, um importante empresário italiano, que mudou para o Brasil aos 15 anos de idade.
O projeto foi erguido pelo engenheiro João Pandiá Calógeras e construído por outro imigrante italiano, conhecido como Sr. Matias. A obra serviu como residência da família até o ano de 1938, após o falecimento de Bernardo, época em que a família mudou para outra casa e alugou o espaço para Nominando Pimentel.

Família Baís no começo do século passado. (Foto: Reprodução/Internet)
Depois da década de 40, com a administração de Nominando que instalou no local a Pensão Pimentel, o empreendimento funcionou (com outros proprietários) até o ano de 1979. Vale lembrar que em meados da década de 70 um incêndio destruiu todo o madeiramento da cobertura, telhas de ardósia e pisos de madeira do prédio.
Próximo da década de 80, a pensão foi transformada em um centro comercial, com sapataria, escola de rádio e TV, casa lotérica e alfaiataria, até entrar em um período de depredação e abandono. A mudança aconteceu em julho de 1986, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Grande.

Museu iluminado durante o Natal. (Foto: Reprodução/Internet)
No ano 1993, o SEBRAE/MS e a prefeitura revitalizaram o prédio após uma negociação com os herdeiros da família Baís, passando o domínio ao poder público municipal. Dois anos depois, em maio 1995, foi inaugurado o Centro de Informações Turísticas e Culturais, se transformando no espaço que é hoje.
LÍDIA BAÍS
Dentro da Morada dos Baís existe um museu, o Lídia Baís, que leva o nome de uma das filhas de Bernardo. Ela nasceu em 1900, tinha 1,45m de altura e foi uma pintora e desenhista campo-grandense. Quando jovem, mudou-se para a Europa, mas voltou para a Cidade Morena em 1928 época em que mergulhou no mundo das artes.

Lídia Baís retratada em quadro. (Imagem: Reprodução/Internet)
Na década de 50, após ingressar na Ordem Terceira de São Francisco de Assis, ela adota o nome de Irmã Trindade e a partir de então se dedica exclusivamente aos estudos religiosos e filosóficos. Hoje o museu Lídia Baís reúne, além de exposições temporárias, objetos pessoais da família e obras da artista.







