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No almoço ou happy hour, sabor pantaneiro ganha toque sofisticado no 'Retirinho'

16 março 2016 - 14h19Por Amanda Amaral

O galo na fachada e o nome que remete à vida no campo dão a cara para um restaurante que tem como especialidade a divulgação da comida vinda do pantanal, mas com uma boa repaginada.

O sabor inconfundível do arroz carreteiro e do pastelzinho de carne seca com requeijão e geleia de pimenta são apenas alguns dos principais pratos do ‘Retirinho’, restaurante que funciona há dois anos na Rua Antônio Maria Coelho, nº 3.315, no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande.

Quem passa em frente ao local por volta das 18h pode achar que ali funciona um bar, já que a esquina fica lotada de gente que quer curtir o happy hour saboreando um bom petisco, mas o almoço também é caprichado e tem trazido inovações recentes. Exemplo disso é a moqueca de pintado, o pintado ao urucum com camarão e a carne seca na moranga. Mas a evolução desse cardápio se dá há mais de vinte anos, graças à experiência e verdadeira paixão pela gastronomia pantaneira de quem toma conta do empreendimento.

As lembranças do pai tomando chimarrão logo cedo, enquanto a mãe preparava um ‘quebra torto’- o tradicional café da manhã reforçado pantaneiro, que tem como base o arroz carreteiro, mandioca, ovos e farofa - sempre foi tão forte que Paulo Ortiz, de 57 anos, não pensa em fazer outra coisa da vida senão compartilhar o seu gosto com quem também aprecia os temperos regionais.

De Aquidauana, Paulo veio aos 17 anos estudar em Campo Grande, enquanto o pai seguia tomando conta da tradicional fazenda Taboco, onde era funcionário. Na Capital, o jovem costumava reunir os amigos para preparar alguns pratos que o lembravam da infância e juventude no interior, mas na época ele seguiu a carreira formal como funcionário público.

  

A ideia de abrir um restaurante surgiu como uma súbita clareza na mente enquanto estava curtindo as férias do trabalho na praia. De repente, parecia uma atitude óbvia seguir o que sempre teve vontade de fazer: investir seu tempo e determinação para divulgar o sabor da culinária regional que tanto era apaixonado. “Campo Grande não tinha nada do tipo, não havia um local específico para o preparo desse cardápio sul-mato-grossense. Quem era de fora não tinha referência para procurar um bom restaurante, então tivemos muita sorte também por sermos os pioneiros nesse sentido”, conta.

Juntando o talento de sua irmã na cozinha com a simpatia com os clientes e a intuição de administrador, ele abriu seu primeiro restaurante, o Fogo Caipira. O sucesso foi tanto que por dez anos o local figurou na lista do Guia Quatro Rodas – referência quando o assunto é avaliação de hotéis, restaurantes e passeios para viajantes – como um dos melhores restaurantes do país.

Anos depois, Paulo se desvinculou do primeiro empreendimento, mas ficar parado seria desperdício de conhecimento. Em 2014, junto com primos de Aquidauana, Tinho Proença e Carlos de Castro, resolveu repaginar o que já sabia fazer e daí surgiu o Retirinho, que levou o mesmo nome da fazenda de um dos donos.  

O segredo do sucesso? Paulo se arrisca em dizer qual é. “Acredito que seja o bom atendimento aos clientes, que trato como amigos. Faço questão de que estejam sempre bem servidos e aproveitem o ambiente agradável. Essa vida de restaurante não é para qualquer um, tem que se amar o que faz e reconhecer como objetivo atingido a satisfação das pessoas”.

O Retirinho abre de quarta a quinta-feira apenas a partir das 18h, com promoção de cerveja pela metade do preço; na sexta-feira e sábado funciona nos horários de almoço e janta e, no domingo, o almoço se estende até às 16h. O endereço é Rua Antônio Maria Coelho, 3.315, Jardim dos Estados.