Nem um, dois ou três. A auxiliar de cozinha, Oslaine Torres, 34 anos, quebrou as convenções sociais do século XXI, no Brasil, e colocou seis filhos no mundo. Antes de qualquer comentário impensável, saiba que são todos muito bem cuidados. Se a jornada dupla ou tripla é o dilema contemporâneo das mulheres que optam por ser mãe, para ela não há como fazer divisão. A função é desempenhada em tempo integral, seja no trabalho ou em casa.
A pergunta é como ela consegue dar conta de tudo e ainda manter uma voz tranquila, depois de uma longa semana de trabalho, estar em dia com as unhas e a coloração do cabelo. O segredo é o que falta há muitas mães brasileiras: um companheiro que realmente tope dividir as tarefas.
A família de Oslaine é de trabalhadores. Para garantir uma renda extra, ela e marido já venderam de pastel a espetinho. Atualmente, mantém em casa um negócio próprio, enquanto, ela trabalha fora, como auxiliar de cozinha. "Nós não tínhamos nada. Começamos do zero e hoje conquistamos muita coisa", afirma.
A empresa é a responsável pela maior parte da renda. Mesmo assim, ela teve que optar por trabalhar fora para dar conta das despesas. A presença do marido em casa tornou-se um fator indispensável para que assumisse papéis que deveriam ser desempenhados por qualquer homem nesta posição: levar no colégio, dar banho, fazer almoço e por aí vai.

Oslaine e o companheiro nas tarefas, Graciliano. (Foto: arquivo pessoal)
Enquanto está no trabalho, a saudade só aperta e as horas demoram a passar. "Ele fica mais com as crianças, mas quando chego em casa faço questão de voltar a ser mãe", explica.
Os filhos de Oslaine têm idades entre um ano e 15 anos. A 'escadinha' é composta por três meninas e três meninos. Nenhuma das gestações foi planejada. "Foram vindo", explica. Apesar disto, cada parto era uma alegria, bem como o aborto espontâneo em um das sete gravidezes, uma tristeza.
Não há como negar que a rotina é cansativa. "Batalho para cuidar deles", explica. Mas a fadiga é aliviada com a sensação de que solidão será uma sensação rara no decorrer de sua vida. "A tendência é que a família só cresça mais e mais, ganhando nora, genros e netos", relembra.







