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31/08/2015 07:15

Pioneiro, mototaxista se orgulha de 17 anos sem acidente no trânsito

A profissão de mototaxista em Campo Grande foi legalizada em 1998, mas nesses 17 anos o trânsito na Capital Sul-mato-grossense mudou e acabou se tornando uma dos mais violentos do Brasil, onde as principais vítimas são os usuários de motocicletas. Natanel Afonsio da Silva, 43 anos, se orgulha de ser ter o colete do mototáxi desde a legalização e nunca ter se envolvido em acidentes de trânsito, sendo respeitado e reconhecidos pelos colegas de ponto.

Nael, como é chamado, veio de uma chácara no município de Fátima do Sul a procura de uma oportunidade de emprego, mas nunca tinha trabalhado “como empregado”. “Quando cheguei aqui eu fui trabalhar em um supermercado, fiquei lá por mais de um ano, até que descobri que a Prefeitura havia legalizado a profissão de mototáxi e iria fazer concursos”, lembra Nael.

Quando a profissão foi legalizada, como nosso personagem lembrou, a Prefeitura abriu um concurso para ser aprovado em um curso preparatório. “Eu trabalhei e estudei ao mesmo tempo para passar nessa prova. Passei, fiz um curso preparatório e vários exames, até que participei do sorteio de pontos. Eu poderia escolher entre trabalhar em frente ao Atacadão ou nas Moreninhas, escolhi a Moreninha porque já conhecia o bairro e tinha alguns amigos”, conta.

Foto: Deivid Correia

(Simpático e reconhecido pelo trabalho / foto: Deivid Correia) 

Desde então, Nael é dono do ponto na Praça das Moreninhas, ao lado do Terminal de Ônibus, da 4º Delegacia de Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. O local é bom, segundo ele, e a profissão lhe trouxe várias experiências inusitadas. “Tem muita história para contar. Já fiz corrida com uma mulher que, ao chegar no local, era a casa da amante do marido e saiu a outra com uma faca na mão, tive até que entrar no meio para nada pior acontecer. Há também quem conte segredos só para mim, desabafa e depois não vejo mais”.

Apesar da descontração da conversa e das risadas, foi nas experiências ruins que Nael entendeu que se deve ter cuidado quando se está pilotando uma moto, principalmente após a morte do irmão em um acidente. “Primeiro temos que ter atenção com a velocidade. Com a prática percebemos que estamos saindo de casa para trabalhar, não por diversão ou de brincadeira. Devemos tomar cuidado porque se ficarmos parados não teremos salário”, conclui.

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