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quinta, 22 de outubro de 2020
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Professora usa redes sociais e visita vira rotina para aprendizagem durante pandemia

02 agosto 2020 - 14h40Por Nathalia Pelzl

Educadora há 10 anos, Elaine Corvalan, é professora da turma do 3° ano do ensino fundamental na escola Estadual Octacílio Faustino da Silva, em Corumbá.

Durante a pandemia, ela encontrou uma estratégia para lidar com a dificuldade no rendimento escolar dos alunos.

Desde que as aulas presenciais foram suspensas em março, por causa da covid-19, Elaine pegou os contatos dos pais e os endereços, para continuar o contato.

Na lista, dos 28 alunos, ela notou que faltavam oito, que não haviam deixado o endereço e nem telefone de contato. A professora, então, decidiu ir atrás, recorreu às redes sociais e começou a procurá-los.

“Resolvi postar nas redes sociais, para que as pessoas pudessem me ajudar, tudo isso para que esses alunos não ficassem sem nota. Eu quero o aprendizado deles. Para a minha surpresa, logo, boa parte foi aparecendo e entrando em contato, graças às pessoas que os conheciam e estavam indicando os endereços certos. Assim, consegui entregar as atividades. Ainda falta localizar dois, que não estão nos endereços informados”, contou a professora ao site Diário Corumbaense.

Elaine diz que faz questão de explicar os exercícios aos alunos durante a visita que faz. Ela ainda revela que quando as aulas foram suspensas na escola, decidiu criar um grupo no WhatsApp, com os pais dos alunos. A ferramenta ajudou a somar com os trabalhos.

“Criei o grupo com algumas finalidades, a primeira era para deixar as atividades que deveriam ser feitas. Já o outro motivo, era para que sempre mantivéssemos contato, para que eles não se esquecessem de mim e nem eu deles. É um momento difícil, complicado que estamos passando. Afeta a todos, principalmente nós educadores e também diretamente as crianças e as famílias”, mencionou Elaine.

“Mesmo antes de começar as buscas, os que eu tinha contato, ia até eles, mas claro, sempre seguindo as recomendações para evitar o contágio do vírus. Ia até à casa e levava as atividades. Aproveitava também para manter esse contato com os alunos e seus pais”, contou a professora.

Ela diz que tomou essa atitude depois de perceber dificuldades de alguns alunos na hora das explicações pela internet.

“A minha maior recompensa é ver que o trabalho está sendo feito, o educar está sendo concretizado. O sorriso e olhar, tanto dos alunos como dos pais, é isso que me deixa satisfeita”, concluiu Elaine afirmando que ainda segue atrás de dois alunos

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