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07/08/2015 07:29

“Chamamé em Cena” junta Argentina e Brasil para difundir musicalidade da fronteira nos palcos de tea

Acontece nesta sexta-feira 07), no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na Capital, a segunda edição do projeto “Chamamé em Cena”, que tem como principais objetivos a difusão do ritmo popular da fronteira e a integração cultural entre os países vizinhos. O espetáculo é organizado pelos produtores Wilson Taveira Júnior e Magali de Rossi, com o apoio do Governo do Estado, Fundação de Cultura de Campo Grande e Rádio Educativa FM 104, através da TVE.

O sucesso da primeira apresentação, que aconteceu no mês de maio, impulsionou a volta aos palcos em grande estilo e novos horizontes para o projeto. O acordeonista argentino Alejandro Brittes e o gaúcho Lucas Rocha se reúnem novamente nos palcos, dessa vez com a participação especial da Orquestra Prelúdio, de Campo Grande. A mistura entre o popular e o erudito, segundo Brittes, traz sensações surpreendentes aos ouvidos. “Meu foco desde o início foi o chamamé, mas sempre sonhei em trabalhar junto a uma orquestra, talvez todo músico sonhe com isso”, conta o músico.

Foto: Deivid Correia

"Produtor, maestro e acordeonista se dizem empolgados com o intercâmbio musical" Foto: Deivid Correia

Para o produtor Wilson Taveira, o ambiente teatral faz com que a atmosfera do evento fique ainda mais interessante. “O palco colabora, as riquezas de timbre são valorizadas, o público fica bem próximo. Todos esses aspectos são fascinantes e frutificam o evento”, declara.

Magali é produtora cultural no Rio Grande do Sul há dez anos, mas segundo ela, essa influência cultural de fronteira “vem de berço”. “Trabalho vários aspectos da valorização dessa manifestação cultural do chamamé, não só o musical. Percebo cada vez mais que o gênero é muito bem quisto pelo povo, tanto no Brasil quanto em outros países”, diz a produtora. Junto com Alejandre, já organizou, inclusive, várias turnês internacionais.

Foto: Deivid Correia "Magali de Rossi trabalha com o chamamé há dez anos " Foto: Deivid Correia

O maestro da orquestra campo-grandense, Eduardo Martinelli, diz que não há como ser alheio à sonoridade chamemeceira em Mato Grosso do Sul. “Vivendo nessa região, acabamos agregando os sons naturalmente na música que fazemos. De onde eu venho, Santos (SP), não tinha essa coisa de tornar algumas canções as bandeiras culturais do estado. Aqui, essa questão tem uma força e beleza únicas”, considera. A orquestra é formada por jovens músicos, que são encorajados pelo maestro a tentarem novos desafios. “É importante que eles não fiquem apenas na formação europeia, sem explorar as possibilidades infinitas de outros gêneros. Estamos com uma ótima expectativa para a apresentação”, declarou Martinelli.

Agora, o grupo pretende abrir ainda mais novos horizontes para as apresentações e garante que o futuro do projeto é promissor. “Nos intitulamos de ‘caravana chamamezeira’, pois ficamos muito unidos e amigos. Estamos planejando ir em novembro pra Argentina e, em dezembro, fazermos um evento ainda maior em Campo Grande. Para o ano que vem, pretendemos seguir para países da Europa”, conta a produtora”, conta Taveira.

Os músicos

Alejandro Brites é natural de Buenos Aires e tem uma carreira consolidada de mais de 25 anos como chamamecero, tendo gravado até então sete discos. Com seu acordeon, já venceu importantes festivais, se apresentou junto a nomes conhecidos da música e em países como Itália, Portugal, Espanha, França, República Tcheca, Áustria, Uruguai, Colômbia e Paraguai. De volta a Campo Grande para mais um show, Brites declara: “este estado tem o fator incrível das várias fronteiras, com Bolívia, Paraguai, São Paulo, Paraná... é providencial que seja realizado esse tipo de evento aqui. Há anos, vim a Campo Grande para fazer algo mais tradicional, mas agora é um outro momento de encontros sonoros”.

Do Rio Grande do Sul, o violonista Lucas Rocha também mostra seu talento esta noite. O gaúcho toca violão desde os 10 anos de idade e há cinco anos se apresenta mundo afora com seu instrumento de sete cortas ao lado de Brittes.

A Orquesta Prelúdio, de Campo Grande, tem tradição de se reunir com diversos nomes da música popular, mas nunca tinha se apresentado junto a músicos do chamamé. Os jovens talentos da orquestra já realizaram turnês em diversos países e receberam elogios de grandes personalidades, como o escritor pernambucano Ariano Suassuna.

Serviço

  

O show tem duração estimada de 1h30 e acontece hoje às 20h no teatro Aracy Balabanian, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica na rua 26 de Agosto, nº 453, Centro. Ingressos são vendidos a R$ 40 reais ou R$ 20 para estudantes, aposentados e doadores de sangue.

As entradas podem ser adquiridas no Áquila Fast-Food, pelos telefones (67) 9243-7141/9643-1220 ou até as 19h na entrada do teatro. 

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