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sábado, 15 de agosto de 2020
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Protetora há 10 anos, Jaqueline viu sua 'amicão' Dalila se despedir um dia antes do seu aniversário

“Dalila era a cachorra que mais fazia artes, que mais brigava com a irmã... e também a que levava mais bronca", conta a tutora

12 julho 2020 - 18h10Por Nathalia Pelzl

Atleta de vôlei de praia e funcionária pública, Jaqueline Cabanhas, 35 anos, é um exemplo, não só pelos inúmeros títulos no esporte ou por seu papel dentro do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar... Ela é protetora independente de animais há mais de 10 anos e conta como tudo começou.

“No ano de 2009, tive que sacrificar um cão da raça poodle da minha mãe, que teve leishmaniose, e na época o tratamento era muito caro. A partir da morte dele, prometi que nunca mais iria eutanasiar nenhum animal, mesmo que tivesse que vender todos os móveis da minha casa para salvá-lo. Pois, sofri muito o vendo morrer”, diz.

Há dois meses, ela teve que se despedir, novamente, de outra amicão, a poodle ‘Dalila’. “Em 2012, ganhei um casal de poodle, daí nasceu a Dalila e mais 5 irmãos. Doei 4 e fiquei com Dalila e a irmã Íris”.

Em janeiro de 2020, ela resgatou shih tzu, vítima de maus-tratos, que, infelizmente, só depois veio o diagnóstico.

“Ele tinha cinomose, 2 dias que ela teve contato com meus cães, 5 deles pegaram a doença, sendo 3 deles vacinados. Foi uma luta árdua, com muitas noites sem dormir, sem comer, sem treinar, sem ir para academia, sem competir, tudo isso para que eu pudesse me dedicar inteiramente a eles”.

Com dificuldades financeiras, ela pediu ajuda de alguns amigos nas redes sociais, entretanto, mesmo com todos os esforços, Dalila não resistiu.

“Essa doença é pior que a leishmaniose, pois atinge o sistema nervoso central. E de todos os seis, o vírus atingiu o sistema nervoso da Dalila. Em menos de 20 dias, ela faleceu, pois, a cada dia ela perdia um movimento do corpo. Eu chorava todos os dias, pois sabia que era estágio terminal”, lamenta.

“Dalila era a cachorra que mais fazia artes, que mais brigava com a irmã, que mais tinha ciúmes de mim, era a mais inteligente, era a que eu mais brincava. Ela não desgrudava de mim e também a mais que levou bronca.  Infelizmente, faleceu dia 26 abril 2020, um dia antes do meu aniversário, no meu colo”, comenta.

Agora, passado dois meses da morte de Dalila, Jaqueline pontua que os outros cachorros que tem estão bem e saudáveis. “Graças a Deus, os cinco que tiveram contato estão bem, agora tem mais em casa, total. Agradeço ao apoio dos amigos e das pessoas que eu conhecia".

Como é difícil o apoio na causa animal em Mato Grosso do Sul, Jaqueline garante que, para ajudar um animal de rua, não precisa ser protetor ou ter dinheiro, basta ter compaixão, amor e atitude.

“Um simples ato de pôr água ou alimentar um animal de rua já será de grande valia, pois poderá ser a única refeição desse anjo de patas na semana. Se não tiver como resgatar, peça ajuda no Facebook, peça ajuda aos amigos, mas não finge que não viu, seja útil, seja a diferença nessa vidinha de patas. Mas faça alguma coisa. Pois, eles foram abandonados por seres humanos e não sabem se defender ou pedir comida e água. Lembre-se que, dessa vida, só levaremos a lembrança do bem que fizermos ao próximo, seja de patas ou de pernas”, finaliza.

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