quinta, 15 de janeiro de 2026

Busca

quinta, 15 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Algo mais

22/06/2015 14:07

Relíquia em cafeteria , piano mobiliza sarau para incentivar músicos da Capital

Um grupo de pianistas resolveu se juntar para falar de música e de piano. Liderados pela professora do curso de Música da UFMS, Ana Lúcia Gaborim, que já interage com outros pianistas por meio do grupo Pianistas do MS, no Facebook e no Whatsapp, os músicos organizaram a primeira reunião do movimento ao redor do piano, na cafeteria Fran´s Café, no último sábado (20).

Bastou que um charmoso piano fosse colocado em uma cafeteria da cidade para mobilizar um grupo de pianistas a se juntar para tocar e falar música. Liderados pela professora do curso de Música da UFMS, Ana Lúcia Gaborim, que já interage com outros pianistas por meio do grupo Pianistas do MS, no Facebook e no Whatsapp, os músicos organizaram a primeira reunião do movimento ao redor do piano, na cafeteria Fran´s Café, no último sábado (20).

De acordo com Ana Lúcia Gaborim, a iniciativa a fez relembrar de uma época em que tocar piano fazia parte da formação educacional de muitas crianças que tinham aulas particulares ou em conservatórios tradicionais da cidade.

“Eu comecei a estudar com 10 anos de idade, não tinha piano. Ía todos os dias ao conservatório para estudar e tocar. Só pude comprar um quando comecei a trabalhar no banco aos 15 anos. Com 19 anos decidi que viveria de música. Toquei em casamentos, acompanhei coros, dei aulas particulares para todas as idades e também em igrejas, escolas de música e conservatórios, enquanto cursava o curso técnico de piano e o bacharelado em Composição e Regência na UNESP (Universidade Estadual de São Paulo)”, conta. Mais de vinte anos depois, o esforço valeu a pena e hoje, Ana Lúcia é professora do curso de Música da UFMS, pianista, cantora, regente e integra o grupo vocal feminino Maria Bonita, incentivando novos talentos.

Ana Lúcia Gaborim formou-se em São Paulo e percebe a diferença dos grandes centros culturais, nos quais é possível ter contato com excelentes pianistas que se apresentam, muitas vezes, gratuitamente, e inspiram gerações. “Lembro-me de ter assistido no cinema a história do pianista brasileiro Nelson Freire e ficar muito impressionada. Depois tive a oportunidade de vê-lo tocando ao vivo e isso foi realmente muito inspirador”, ressalta.

Em Campo Grande, uma capital muito jovem, a cultura ainda está sendo construída. A cena musical que poderiainspirar novos pianistas a viver da música, ainda está em formação. Movimentos como o Pianíssimo somam com esta construção de futuro ao oferecer um incentivo a uma nova geração de pianistas, encorajando-os,sejam profissionais ou amadores, a compartilhar conhecimento, músicas, paixões e inspiração.

A professora conta que é apaixonada pelo piano, conhece os benefícios do estudo do instrumento e acredita que o movimento Pianíssimo incentivará diversos pianistas a “saírem da toca”. “Conheço muitos que tem grande potencial, mas pararam de estudar porque não tem espaço, não tem incentivo, motivação. Este encontro abrirá oportunidade de apresentação num contexto informal, sem compromisso com a perfeição técnica. O compromisso será com o instrumento, com o resgate dessa prática em nossa cidade”, enfatiza.

Se algum pianista está lendo esta matéria, morrendo de vontade de ir, mas com receio de ser um movimento dedicado à música clássica, engana-se. O Pianíssimo pretende acolher todos os estilos, clássico, popular, jazz e todos os níveis técnicos. O objetivo maior é incentivar o retorno ao estudo do instrumento. Aliás, admiradores do piano também são bem-vindos a escutar os pianistas que tocarão espontaneamente.

AlíciaCarnevali, 16 anos, é uma jovem pianista que participará do movimento Pianíssimo. Para ela, as reuniões são uma oportunidade de cultivar todos os tipos de música: desde a erudita à popular. E principalmente promover o piano. “Aqui, percebo que há poucos projetos que incentivam a prática do piano. Encontramos muitos pianistas, porém, a maioria está acanhada pela falta de um ambiente descontraído para fazer música, independente do gênero ou do nível de desempenho, um ambiente para simplesmente compartilhar música. Eu já estou participando.”, afirma.

O Piano

O instrumento deriva do antigo cravo. Foi inventado no início do século XVIII por BartolomeoCristofori que alterou o cravo para que ele pudesse dar a possibilidade de diferentes intensidades de sons, chamando-o de piano-forte. Essas possibilidades de matrizes sonoras acabaram por atrair a preferência dos compositores.

No Brasil, o instrumento chega durante os séculos XIX e XX com os imigrantes europeus, espalhando-se pelo país.

Saúde e Música

Diversas pesquisas têm sido desenvolvidas a respeito dos benefícios à saúde de quem toca um instrumento. Uma delas, realizada pelo Instituto BaycrestRotman, no Canadá, revelou que adultos que tiveram contato com aulas de música quando crianças são mais rápidos identificando sons, ou seja, a perda da audição pode ser retardada ao longo da vida. Além disso, crianças que passaram por um curso de música têm consideráveis desenvolvimentona inteligência, no vocabulário e raciocínio.

Serviço: O Pianíssimo ocorre no Fran´s Café em Campo Grande. A participação é gratuita tanto para tocar quanto para ouvir, basta gostar do instrumento. Endereço:rua Marechal Rondon, 2453 (esquina com rua 13 de Junho). Informações: 67 3382-5125. O Fran´s Café funciona de segunda a quinta, de 7h30 às 23h, sexta e sábado, 24h e domingo até à meia noite. 

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias