Trote é um assunto polêmico. Muitas pessoas são contras, por conta dos abusos sofridos que, várias vezes, acabaram em tragédia pelo país. Outros são a favor, já que muitas universidades são adeptas à brincadeiras “saudáveis”, e mesmo assim ninguém é obrigado a participar.
Apesar da maioria dos trotes terem acontecido em fevereiro, mês que as faculdades começam as aulas, só agora uma história ficou “famosa” na internet, especialmente no Facebook, que envolve álcool, abuso e humilhação de calouros de uma faculdade de São Paulo.
Na imagem, que causou indignação entre os internautas, é possível ver uma aluna simulando sexo oral em uma banana. Segundo os envolvidos, vários outros alunos tiverem que fazer o mesmo, até os pepinos, durante a “celebração” de entrada na faculdade.

(Foto: Reprodução/Internet)
No mesmo trote, outro estudante ficou amarrado em um poste por cerca de meia hora. Há denúncias de que alguns calouros tiveram as roupas cortadas, deixando meninas de sutiã e meninos de cueca a mostra. Bebidas alcoólicas também foram ingeridas pelos jovens no “evento” que aconteceu no dia 10 de fevereiro em uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Paulista.
Depois do “rebuliço” gerado na internet, um veterano que se identificou como participante da “festa” ficou arrependido e pediu perdão pela brincadeira. "Quero pedir desculpas em primeiro lugar à bixete da foto – que já estou entrando em contato para me desculpar -, e aos bixos e bixetes em que fora praticada essa atitude. E também, a todos os outros que foram atingidos com o ato. Não medi o quão humilhante e opressora poderia ser essa atitude", revelou.
Em nota, a Faculdade Cásper Líbero, disse que há ações para “coibir o trote violento, humilhante, vexatório ou constrangedor. Alguns alunos acabam por cometer excessos absolutamente inadequados e reprováveis sob todos os aspectos, fato este que a Faculdade Cásper Líbero lamenta profundamente”.

(Foto: Reprodução/Internet)
Em Mato Grosso do Sul não é difícil ver situações parecidas acontecerem. Na Universidade Federal, após o trote era possível ver acadêmicos sujos, pintados, agachados e fazendo a “bebedeira”, tão famosa nesta data, em bares da região da UFMS.
Na Universidade Católica Dom Bosco também é comum os calouros e os veteranos se reunirem na conveniência de um posto de gasolina próximo, para celebrar a entrada dos jovens na UCDB com muita bebida, música alta e “brincadeiras” como passar balas de boca em boca e colocar camisinha em frutas e legumes.
Para o internauta Célio Donizetti, essa violência ocorre porque falta mais cuidados, tanto da instituição de ensino, quanto do governo em relação ao trote. "Enquanto muitos se solidarizam com bandidos, várias pessoas de bem passam por situações constrangedoras, e fica por isso mesmo. Por mim, trote deveria ser considerado crime hediondo", afirma.

Polícia acompanha trote em universidade de Campo Grande. (Foto: Renan Gonzaga)
Já a universitária Laryssa Souza concorda que ocorram brincadeiras, desde que sejam saudáveis. “Que absurdo! Quando é solidário é até legal, mas eu concordo plenamente com a proibição deste tipo animalesco de trote”, argumenta a jovem.







