Uma comissão especial foi formada na Câmara dos Vereadores para analisar a situação das cobranças exorbitantes do IPTU em Campo Grande. O grupo se reuniu nesta segunda-feira (5), mesmo diante do recesso dos parlamentares.
Liderados por Rafael Tavares (PL), os vereadores deliberaram sobre a suspensão da cobrança, o enquadramento da cobrança apenas dentro dos valores do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), a falta de transparência, previsibilidade da base de cálculo, falta de orientação da população.
“A comissão toda irá reunir com a Procuradoria, para cobrar que as medidas sejam tomadas. Interrompemos o recesso para conseguir dar uma resposta imediata para população. Agora tudo vai depender da conversa com a Procuradoria da Casa para saber o que podemos fazer”, detalhou Tavares.
Questionado sobre os valores menores de desconto, de 20% para 10%, o parlamentar detalhou que essa é uma das questões levantadas na Comissão, para que os valores voltem a ter esse desconto de 20%.
“Isso foi algo que instigou muitas reclamações e, a meu ver, não fez sentido algum. Não foi benéfico nem economicamente para a arrecadação do município”, afirmou Rafael Tavares.
Integrante da Comissão Especial, Luiza Ribeiro (PT) complementou dizendo que a Câmara irá trabalhar para entender os gargalos que provocaram o aumento. Desta forma, encontrando uma solução junto com o Executivo Municipal para ‘evitar outros traumas’.
Além disso, ela colocou a Comissão a disposição do presidente para realização da sessão extraordinária que analisará os fatos com todos os vereadores de Campo Grande.
Mesmo sendo cobrada desde o dia 30 de dezembro, a prefeitura da Capital ainda não se pronunciou sobre o assunto. No entanto, o secretário de governo de Adriane Lopes (PP), Ulisses Rocha, acompanhou a reunião e se colocou à disposição para esclarecer o ocorrido.







