A CAC (Central de Atendimento ao Cidadão) enfrentou manhãs de caos no começo desta semana, com filas enormes, sistema instável e dezenas de pessoas deixando o local sem conseguir atendimento. A maioria chegou ainda de madrugada desta terça-feira (6), mas nem todos conseguiram resolver suas demandas.
Segundo relatos no local, havia pessoas que chegaram por volta das 4h da manhã, aguardaram a abertura às 8h, permaneceram até depois das 9h e, mesmo assim, saíram sem atendimento. Um idoso relatou ter ido embora por volta das 9h15, após horas na fila sem conseguir ser atendido.
IPTU e taxa de lixo lideram reclamações
Uma das principais queixas foi a não entrega do carnê do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana). Muitas pessoas disseram não saber sequer o valor do imposto deste ano, o que gerou medo de cobranças elevadas.
Uma moradora relatou que, embora o valor do IPTU não tenha aumentado de forma tão expressiva, percebeu um salto significativo na taxa de lixo, que, segundo cálculo feito por ela, chegou a um aumento de aproximadamente 138% a 140%.
Outro caso chamou ainda mais atenção: uma mulher afirmou que a casa da mãe, feita de madeira, foi cadastrada pela prefeitura como alvenaria, o que elevou o valor do imposto. Segundo ela, não houve vistoria nem visita técnica para a alteração do cadastro.
“Se minha mãe pagar o IPTU, ela não come”, relatou a filha. Ela afirmou ainda que pediu isenção do imposto no ano passado, mas o pedido não foi analisado em tempo hábil, e o novo carnê chegou com valor considerado incompatível com a renda da aposentada.
Mudança no sistema de nota fiscal preocupa autônomos
Outra reclamação recorrente foi a alteração no sistema de emissão de nota fiscal avulsa para autônomos, que entrou em vigor a partir de 15 de dezembro. Usuários afirmam que o prazo foi insuficiente para adaptação, especialmente por ter ocorrido durante o recesso de fim de ano.
Uma trabalhadora relatou que não conseguirá receber neste mês por não ter conseguido se adequar ao novo sistema a tempo. Segundo ela, o ideal seria um prazo mínimo de 90 dias para adaptação. Pelo menos duas pessoas relataram o mesmo problema.







