Moradores do Jardim Seminário afirmam que o cruzamento das ruas Tenente Lira e Ciro Macuco, em Campo Grande, já registrou outros acidentes com morte antes da tragédia que vitimou o motociclista Paulo Maria Bispo, de 60 anos, na noite desta terça-feira (27). Segundo relatos colhidos no local, além dos buracos no asfalto, a falta de sinalização adequada contribui para a insegurança constante na via.
Um morador da região há mais de 30 anos, relatou que os problemas estruturais sempre existiram, mas se agravaram nos últimos anos. “Sempre teve buraco, mas agora está muito pior. Já vi várias batidas aqui e, pelo menos, umas três mortes”, afirmou.
O vizinho também destacou que a falta de manutenção vai além do asfalto. Do outro lado do cruzamento, onde deveria haver uma calçada, o mato alto e a ausência de limpeza obrigam pedestres, incluindo crianças a caminho da escola, a caminhar pela rua. “É muito perigoso, principalmente nos horários de pico. A Tenente Lira é muito movimentada”, disse.
Ainda conforme o morador, a vegetação e a falta de visibilidade já o levaram a agir por conta própria. “Uma vez peguei uma enxada e capinei a esquina para tentar melhorar a visão dos motoristas”, relatou.
Outro problema apontado é a sinalização viária. A Rua Ciro Macuco, que liga a região da UCDB à Tenente Lira, permite que veículos trafeguem em alta velocidade. Apesar de a Tenente Lira ser a via preferencial no cruzamento, moradores afirmam que não há sinalização vertical visível, como placas de “Pare”, e que a sinalização horizontal está apagada e precisa ser refeita.
Relembre o caso
O acidente que motivou os novos relatos aconteceu no início da noite de terça-feira (27) e foi registrado por uma câmera de monitoramento. As imagens mostram um veículo desviando de buracos na pista, invadindo a contramão e batendo contra a motocicleta conduzida por Paulo Maria Bispo.
Chovia no momento da batida. O motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu no local.







